Our bodies are given life from the midst of nothingness. Existing where there is nothing is the meaning of the phrase, "form is emptiness." That all things are provided for by nothingness is the meaning of the phrase, "Emptiness is form." One should not think that these are two separate things.
Qui Mariam absolvisti
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1.0.1: January 2008

eu versão 1.01

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20080130

Sporting Lisbon knocks off FC Porto

'Grown up'. Jesualdo Ferreira said runaway Liga leaders FC Porto had "grown up as a team" during their 2-0 loss at Sporting Clube de Portugal in Sunday's 'clássico'. "We have grown up as a team tonight despite losing". Simon Vukčević and Marat Izmailov scored the decisive goals in the first 15 minutes in Lisbon. 'Selfless spirit'. Sporting coach Paulo Bento also felt reinvigorated. "We were determined to win this match and we showed great efficiency during the first half," he said. "We can only beat Porto with a great selfless spirit."

20080121

Somebody calls you, 
you answer quite slowly,
A girl with caleidoscope eyes.














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20080112

Raízes.(Travam um duelo de amor E surge a vida com seu esplendor)






Olurun! Senhor do infinito!
Ordena que Obatalá Faça a criação do mundo. Ele partiu, desprezando Bará, E no caminho, adormecido, se perdeu. Odudua A divina senhora chegou E ornada de grande oferenda Ela transfigurou Cinco galinhas d'Angola e fez a terra, Pombos brancos criou o ar, Um camaleão dourado Transformou em fogo, E caracóis do mar. Ela desceu, em cadeia de prata Em viagem iluminadaEsperando Obatalá chegar. Ela é rainha, Ele é rei e vem lutar (Ierê).

Iererê, ierê, ierê, ô ô ô ô
Travam um duelo de amor
E surge a vida com seu esplendor



























Bailou no ar
O ecoar de um canto de alegria
Três princesas africanas
Na sagrada Bahia
Iyá Kalá, Iyá Detá, Iyá Nassô
Cantaram assim a tradição Nagô
(Olurun)

20080107

O Admirável Das Neves [0.02]

Som sagrado

O samba é mau de raíz, quem é de samba é que sabe o que diz. O samba lava a cicatriz, quem samba não fica infeliz. O samba é sinal de paz, quem é de samba é que sabe o que faz, o samba não perde o cartaz nunca jamais.

O samba é a minha fé e o meu pecado, com o samba do lado eu estou com os meus mais junto a deus, o samba é o meu achado, é o som sagrado onde dou meu recado nos versos meus, antes do adeus.

O samba é meu grande amor, é o meu prazer meu querer bem, se um samba houver para mim não falta mais ninguém.






Anfitrião

Faço tudo para não chorar, mas a tristeza ocupou meu coração. Veio um dia só me visitar mas resolveu morar em mim desde então

Canto para a tristeza se afastar mas ela fica na janela e faz serão, diz que enquanto é triste o meu cantar, de mim ela não sai mais não.

Ela já fica feliz quando eu procuro o violão, e vaidosamente quando eu toco ela diz que o choro que eu fiz é em sua intenção. Mas a tristeza nem quis magoar o meu coração, só que enquanto eu for tão infeliz terei que ser o seu anfitrião.






Tentação

Tentação, sedutora mulher de mil faces de amor desiguais. Sedução, que perdeu minha vida no espelho sem fim dos cristais. Perdição, ventania cortanto meus fracos cordões sentimentais. Desejos vindo a mim me fustigando como os vendavais, me carregando o corpo em gigantescas espirais

assim como um turbilhão, labaredas de fogo nas velas dos meus castiçais. Danação, minha alma velada se ardendo em paixões infernais. Obsessão, coração devorado por chamas que são monumentais, deixando a claridão do olhar chispando brasas sensuais até queimarmos juntos não restando nada mais. Foi forte essa atracção que só me fez vir atrás

soltando a embarcação da terra para longe do cais. Na rota do tufão, do furação, dos temporais, perigos que a emoção do aventureiro amor sempre nos traz, na busca da ilusão que há na beleza dos corais. O leme da razão se quebra e não gira mais, a luz cega a visão, o porto perde os meus sinais, sem ter mais salvação que dela já não sou capaz. Na tentação, na sedução, na perdição, meu corpo jaz, em vento em fogo em chão em água em luz em treva em paz.

O leme da razão se quebra e não gira mais. A luz cega a visão, o porto perde os meus sinais. Sem ter mais salvação que dela já não sou capaz. Na tentação, na sedução, na perdição, meu corpo jaz, em vento em fogo em chão em água em luz em treva em paz.





20080104

O próximo é bissexto, ou, mais 366 dias para viver ou morrer em LX [versão 0.03]



















Ainda a propósito do Rêveillon (e fica tudo dito):

Dei um aperto de saudade no meu tamborim

molhei o pano da cuíca com as minhas lágrimas
dei meu tempo de espera para a marcação, e cantei
a minha vida na avenida sem empolgação

Vai manter a tradição
vai meu bloco tristeza e pé no chão
Vai manter a tradição
vai meu bloco tristeza e pé no chão

Fiz um estandarte com as minhas mágoas
usei como destaque a sua falsidade
do nosso desacerto fiz meu samba-enredo
no velho som da minha surda dividi meus versos

Nas platinelas do pandeiro coloquei surdina
marquei o último ensaio em qualquer esquina
manchei o verde-esperança da nossa bandeira
marquei o dia do desfile para quarta-feira













Resolvi deixar de passar tanto tempo por aqui.

Isto pode divertido, sim, mas as desvantagens também tem que ser pesadas na balança.

Em primeiro lugar, apetece-me escrever mais "para mim", no "papel" digamos, e já nem sei se o consigo. Ponderar mais as coisas, ir mais para as palavras, mais para o "processo secundário".


Em segundo lugar, existem fenómenos "ciber-sociais" que me incomodaram bastante, e pessoas bastante desiquilibradas da cabeça que me chatearam bastante, porque em vez de fazer poesia visual, musical ou verbal, de aceitarem a sua loucura e confusão e encerrarem-na num espaço seguro (como é este blog)
resolvem querer passar o seu mal-estar para o mundo dos outros, seja que merda for para se esquecerem e fugirem da sua própria dor e desamparo e para evitar resolver os problemas que tem com as pessoas reais da sua vida.


Nunca aceitarei nem compactuarei com a cobardia,
com a violação da privacidade física e psicológica,
nem com a esperteza macaca das pessoas que decidem ser pequeninas e ser "pequenos filhos da puta" (vidé Alberto Pimenta) por dentro toda a vida.

A vida trará as respostas a todos.


Mas este factor não é muito importante, estes fenómenos de pessoas tristes a querer arrastar os outros para a sua tristeza acontecem em todo o lado, porque não haveriam eles de acontecer aqui?


Em terceiro lugar, e este é o factor mais importante: este blog foi um escape para o meu isolamento na ilha nórdica que referi.
Tornou-se a dada altura, mais específicamente, numa forma de comunicar à distância com duas mulheres sensacionais que eu amo e adoro, e que estavam longe, em Portugal,
assim escapar ao meu isolamento.

De lhes dizer de mim; dos meus sonhos acordado, dos meus sentimentos por elas, dos meus dilemas, confusões, ideias, imagens, do meu amor, da minha sedução, e do meu desamor.

Agora já estou onde elas estão, em LX, já não preciso disto para comunicar, posso vê-las quando quisermos.



Uma resolução de ano novo é portanto ir-me desligando disto.

O meu email está disponível para quem "realmente" me queira contactar.








...About that hour when the sun lets loose its light to warm the earth... Suddenly I saw three companies of dancing women, one led by Autonoe the second captained by your mother Agave, while Ino led the third.
There they lay in the deep sleep of exhaustion...led astray by the music of the flute, to hunt their Aphrodite through the woods.

[...]

First they let the hair fall loose, down over their shoulders, and those whose straps had slipped fastened their skins of fawn with writhing snakes that licked their cheeks. Breasts swollen with milk, new mothers who had left their babies behind at home nestled gazelles and young wolves in their arms, suckling them. Then they crowned their hair with leaves, ivy and oak and flowering bryony.
[...]

Then at a signal all the Bacchae whirled their wands for the revels to begin. With one voice they cried aloud: 'O lacchus! Son of Zeus!' 'O Bromius!' they cried until the beasts and all the mountain seemed wild with divinity. And when they ran, everything ran with them.
[...]

The Bacchae then returned where they had started, by the springs the god had made, and washed their hands while the snakes licked away the drops of blood that dabbled their checks.
















Há quase dois anos comecei este blog.
Nesse ano de 2006 passei o período de Natal a trabalhar e a gravar uma demo com a minha banda de então, numa ilha dos mares do norte. Exeptuando um jantar de véspera de natal de má memória com a excêntrica e solitária da minha chefe e os seus 2 fox terriers, e uma bebedeira de fim de noite com a B., uma paulista de origens arménias e com os amigos do namorado, passei esse Natal sozinho com a minha gata, com o meu trabalho, e com as canções do Jorge Palma.


Estava de novo no zero da minha vida, como se tivesse de me inventar de novo, e por isso me chamei 0.0, versão 0.0 como os programas de software. Os primeiro posts começaram com o titulo "0" e foram seguindo a numeração negativa, -1, -2, -3, porque eu estava a ir ao fundo de mim, era como uma descida.
Eis o primeiro post:




















Quando digo "kill your self", estou a assumir que "self" é uma entidade psicológica, a "pessoa", e não quero incitar com esta imagem ao "suicida-te".
Mas seja como for achei imensa piada ao contraste paradoxal do bonequinho smile com a frase terrível por baixo.
Este é o meu tipo de humor.

Seja como for, para além do choque emocional e desconcerto que a imagem legendada deve provocar (um pouco ao estilo do "ceci n'est pas une pipe" do Magritte), refiro-me aqui à morte simbólica da "pessoa" psicológica, do self, da persona no sentido grego antigo de "máscara de teatro". Persona-personae.
Penso que quem quiser perceber isto já deve ter lido Mircea Eliade, Fulcanelli, e outros estudiosos da transformação e metamorfoses humana.
As primeiras linhas do "Mito de Sísifo" de Albert Camus também são para aqui chamadas.





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Escrever no blog, e escrever com imagens também, e com música, fez-me a pouco e pouco escrever menos no papel. Até que hoje em dia quase não escrevo no papel. Muitas vezes ponho-me a escrever directamente aqui, como agora.
Isso faz imensa diferença, e não é muito satisfatória a diferença que faz.


A princípio este blog era só para mim, para expressar as minhas coisinhas. Para deitar cá para fora os pensamentos e sentimentos, as opiniões proto-filosófico-politicas, para experimentar com imagens. Depois começaram a aparecer pessoas e eu comecei a achar piada aos ciber-conhecimentos.


Quando o blog era só meu, a diferença da escrita no papel era positiva. Podia colocar imagens nos escritos,
e o "scroll down" permite um certo efeito fílmico animado que as páginas de um livro não conseguem ter.
Acho que a grande diferença mesmo está na facilidade de usar imagens visuais. Ir pescar imagens visuais à internet a usá-las. Não precisar de fazer "imagens" metafóricamente com as palavras.

O meu estilo de escrita aqui, com as imagens visuais, é onírica a maior parte das vezes. Transmitir fantasias, cenários, ambientes interiores alucinados, como se se tratasse de um sonho acordado ou a dormir.
Por isso muitas vezes não parece fazer sentido.
A linguagem é a que Freud chamava "processo primário".



















Quando começam a vir os visitantes, a experiência torna-se diferente. Já não é sempre escrita privada, mas comunicações para este/a e aquela/e, desabafos, recados , declarações amorosas ridículas no sentido Pessoano, provocações eróticas, políticas, filosóficas, desafios, jactâncias dirigidas ao mundo, ao pequeno mundo. Torna-se um palcozinho, em vez de um claustro.

conhecemos "personae" virtuais, ciber-blogger-personae. desenvolvemos "relações" (interacções repetidas, consistentes e contingentes) mediadas pelo écran e o software dos computadores.

Acontecem coisas excitantes, comoventes, irritantes, reveladoras, surpreendentes. aprendem-se coisas, abrem-se caminhos, ideias, surpresas, choques.












Percebi que o tipo de relações que estabeleço com as ciber-blogger-personae são parecidas em estilo, em padrões, com algumas relações com personae "reais",
Por vezes, existem surpreendentes excepções e segue-se por caminhos de descoberta, comoção, reflexão e apego que não tinha experimentado antes.

No geral, no entanto, os padrões relacionais são parecidos com os padrões relacionais fora do computador, com pessoas de carne e osso, de quem sentimos o bafo e o cheiro, e vemos os olhos.

É interessante. É de facto interessante.
































Bom, já chega,
o lixo para o lixo, e "nothing takes the past away like the future, the future"

desejo um Feliz novo pacote de 366 dias para além do bem e do mal a todas e a todos.






















Me diz como fugir do que levamos por dentro (A.Carolina)

20080102

Gosto de começar um novo ano com as orelhas quentes, com cóboiadas, e com um cão a comer na mesa



When I was very young Nothing really mattered to me But making myself happy. I was the only one. Now that I am grown Everything's changed, I'll never be the same because of you. Nothing takes the past away Like the future, Nothing makes the darkness go Like the light. You're shelter from the storm, Give me comfort in your arms






















Girl Angel/Satan: There is only one woman in the world. One woman, with many faces.














Jesus
: If I was a woodcutter, I'd cut. If I was a fire, I'd burn. But I'm a heart and I love. That's the only thing I can do.


















Nothing really matters, Love is all we need. Everything I give you all comes back to me. Looking at my life, It's very clear to me, I lived so selfishly, I was the only one. I realize That nobody wins, Something is ending And something begins.