20070515

Marado.o1 Procura: Estrange little big girl perdida (3). Para falar de coisas sérias. Sem medos. Sem bluffs






Já não como há cinco dias
não durmo há mais de um mês,
desde que te conheci
a minha vida é como vês.
Passo os dias a pensar
não sei o que fazer,
eu nem quero acreditar
no que me foi acontecer.
Só queria estar sozinho
e não pensar mais em amor,
sempre que conheço alguém
fico de mal a pior.
Li no "Metro" o teu anúncio,
de carácter pessoal
limitavas-te a dizer...




I once licked you feet with love...you gave me lies, abandonment, treason, blackmail, violation, robbery and threats as a payoff. now I give what I've licked back to your face with disgust.
Enjoy the harvest of your seeds.












Algures no
Zaire (Actual Républica do Congo) 1989, o ano em que atingi a maioridade legal



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(Ás vezes sinto-me um elefante numa loja de pechisbeques)

Bom, mas...agora para algo assim não tão completamente diferente.
Minha querida, sabes que sou um cientista, e para mim a sede de saber o que me intriga é o sentido da minha vida. Sabes que eu não me rendo, nem por ideais nem por dinheiro. E mesmo assim não me queres dizer, apenas dizer, o que aconteceu à minha privacidade e ao meu casaco para eu poder ir-me embora e dormir em paz...

E se não me queres dizer nem falar comigo, eu peço ajuda,

se virem esta mulher perguntem-lhe:

onde está o meu casaco de pele que deixei em sua casa nas férias do Natal. Onde estão as coisas que estavam nos bolsos.
Se a virem com um metaleiro com ar de palhaço paneleiro da brandoa, mais baixo que ela e com ar de pairar com uma felicidade de ganzado, perguntem à pobre criatura imberbe afinal quem roubou o meu casaco, e o que lhe fez com ele? E porquê?

Perguntem-lhe: porque é que o cobarde a quem ela traiu comigo e com quem depois me traiu de novo, e a quem de novo traiu comigo mais uma vez,
viu os meus emails privados?

Tentem perguntar-lhe se afinal
1) foi ele que assaltou a casa e descobriu a palavra passe do seu computador
ou
2) se foi ela que lhe deu a palavra passe dos seus emails para que ele os visse

Perguntem porque é que uma mulher, no caso do segundo caso ser a versão verdadeira, dá a ler os emails trocados com o seu namorado e amor durante 9 meses de relação, emails onde está toda a minha confiança crescente depositada nela,
a um cobarde que nunca me respondeu a nenhuma mensagem minha a pedir explicações para o sucedido.
(brandoaeterna! o amor não passará, fascismo sempre, e lítio para a carola mén)


perguntem-lhe porque é que esse cobarde faz um blog onde se aproveita das coisas que soube sobre mim
incluindo o meu episódio depressivo
incluindo as minhas dúvidas sobre a minha fertilidade (agora passadas com um teste contagem de esperma)
para me provocar e atacar emocionalmente
no meio da minha recuperação do episódio depressivo

perguntem-lhe,
porque é que depois de ter combinado a semana passada encontrar-se comigo num sítio adequado e com a mediação de alguém da confiança dos dois
para que pudessemos falar e esclarecer estas situações

para que nos pudessemos separar de forma saudável

afinal estava mais uma vez a mentir e a fazer bluff.

E já agora perguntem-lhe o que faz, e onde trabalha,
acreditem que é curioso e interessante.

E perguntem-lhe, que eu já não consigo, o que é que eu lhe fiz?
O que quer ela de mim?
Se quer que eu seja mais um como os outros?
Perguntem-lhe a lista...e perguntem-lhe porque ela se ri ao falar deles, qual é a piada, que eu gostava de perceber...?

Ha, e digam-lhe, pois ela parece não perceber, que eu não vou desistir de ter as minhas repostas, porque quero andar com a minha vida para a frente.

Lisboa, 2006

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Why do birds sing so gay
And lovers await the break of day?
Why do they fall in love?
Why does the rain fall from up above?
Why do fools fall in love?
Why do they fall in love?

Love is a losing game

(
Why do fools fall in love? by Frankie Lymon And The Teenagers)

20070513

diário de uma caravela acostada em Lisboa








1) Coordinated Accelerator Research in Europe(Care)


O Pai (63 anos. com aquela voz irritadiça e zangada de filho da mamã, de bebé demasiado mimado e desmamado repentinamente):
eu sinto-me sozinho e já não tenho tempo para esperar, só tenho um amigo, o Júlio, e ando muito sozinho, ela tem de se resolver de uma vez por todas se quer vir de Barcelona para cá. Já estou a ficar farto disto.

O Filho (36 anos, a perceber finalmente como é que o pai constrói um deserto à sua volta "por alguma razão há desertos"): Mas pai, tens que ter um pouco de paciência, ela vai ser operada, não podes estar a pôr mais pressão agora, tens de esperar pois é uma situação muito díficil.

O Pai (com a mesma voz, como se o mundo fosse o culpado de tudo, sem ver a ponta de um corno da sua responsabilidade sobre a sua própria solidão e desespero): mas eu estou muito sozinho, primeiro foram os exames, o tumor não deu maligno, e agora ela anda para a li a adiar, a adiar, já estou farto disto, qualquer dia mando-a passear.

O filho (a perceber que ele escolhe ficar com a mãe que odeia em vez da mulher qye ama, e que está a cavar a sua própria sepultura, que se sente mais seguro com o ódio do que com o amor): a adiar? ela vai ser operada. E se estás sozinho achas que a solução é ficar mais sozinho ainda? Porque é que não lhe dás um apoio nesta altura dificil, vais até Barcelona, ficas lá uns tempos com ela.

O Pai: doente? aquilo é uma operaçãozita simples, faz-se tudo num dia e sai-se do hospital, eu já fiz uma parecida.

O Filho (a perceber que o pai não está a perceber que uma operação ao seio para uma mulher é como uma operação aos testiculos ou ao pénis para um homem, quanto mais uma mulher que está a envelhecer...): sim, mas uma pessoa sente-se sempre frágil com qualquer operação, e precisa de apoio de quem espera que a apoie. Se ela vê que tu te estás a borrifar quando ela está doente e ainda pões pressão irritada, vaio ficar muito desiludida (tom de voz a ficar repreensivo com o pai.

O Pai (menos irritado): ...pois, mas é exactamente para ouvir coisas dessas que agente fala, não é? (com tom zangadito por estar a ser repreendido e a pedir que eu pare com o tom repreensivo), por isso é que eu te estou a desabafar estas coisas contigo...

O Filho: vai mas é passar uns tempos a Barcelona durante a operação dela, depois ela pode vir cá passar uma temporada também. Hum?






2) Noite de Poesia Romântica, Ultra-romântica e Gótica.
E o prémio da melhor declamação de poesia maldita foi para a fala de Lady Macbeth.





Come, you spirits
That tend on mortal thoughts, unsex me here,
And fill me from the crown to the toe top-full
Of direst cruelty! make thick my blood;
Stop up the access and passage to remorse,
That no compunctious visitings of nature
Shake my fell purpose, nor keep peace between
The effect and it! Come to my woman's breasts,
And take my milk for gall, you murdering ministers,
Wherever in your sightless substances
You wait on nature's mischief! Come, thick night,
And pall thee in the dunnest smoke of hell,
That my keen knife see not the wound it makes,
Nor heaven peep through the blanket of the dark,
To cry 'Hold, hold!'




20070511

a 13 de Maio.

A vida é blasfema, e deus gosta



Clica na imagem para aceder ao convite



vem aí o Peste

Se há roqueiro português que seguiu a sabedoria de William Black no Marriage of Heaven and Hell, que tantos músicos anglosaxónicos trilharam, a começar pelo King, esse é João Peste. Do rock rendez vous ao casal ventoso, o glam anti-star decadente foi até ao fim da linha, sex and drugs and glam rock & roll, e voltou para contar a história. Os concertos no RRV com os mão morta e outros foram circo romano para a minha adolescência. Delírios catárticos abusando de strob e flanger na voz, e claro, abusando do volume, e suando em bica o Peste, a dar tudo, com a sua boina basca, gordito, uma madonna galvanizada com olhos wild de óscar. Apanhei-os de novo em londres quando pensava que o João Peste já tinha ido andando beber uns gins para o Hades, a fazer a primeira parte dos Blasted, porque a última vez que tinha ouvido falar dele foi pelo J. , a trocar seringas no Casal. Talvez o J. e o projecto dos amarelos tenha salvado a sida do Peste. Se não foram as seringas da Comissão nacional lá na colina mais cheia de pó da nossa Lisboa, a esta altura o Peste era mais uma cruz no longo rol da peste negra do HIV. Amanhã (6ª feira 11) no Lux. Devo ir. Encontrar-me-hão no moche. Desaconselhado a Metaleiros paneleiros da cintura industrial de Lisboa em busca de miminhos. A música e a performance são demasiado inteligentes e autênticas.


20070509

A quadratura bestial ou a besta enquadrada....(páginas 66 e 67 de Learning From Experience)---versão 0.01 agora com guarnição zen

1. Undisciplined
With his horns fiercely projected in the air
the beast snorts,
Madly running over the mountain paths,
farther and farther he goes astray!
A dark cloud is spread across
the entrance of the valley,
And who knows how much of the fine fresh herb
is trampled under his wild hoofs!

9. The Solitary Moon
Nowhere is the beast,
and the ox herd is master of his time,
He is a solitary cloud wafting lightly
along the mountain peaks;
Clapping his hands he sings joyfully
in the moon-light,
But remember a last wall is still left
barring his homeward walk.



Invocation


By the flame that burneth bright

O Horned One!

We call thy name into the night

O Horned One!

Thee we invoke by the moon led sea

By the standing stone and the twisted tree

Thee we invoke where gather thine own

By the nameless shrine forgotten and lone

Come where the round of the dance is trod

Horn and hoof of the goat-foot God

By moonlit meadow on dusky hill

When the haunted wood is hushed and still

Come to the charm of the chanted prayer

As the moon bewitches the midnight air

Evoke thy powers, that potent bide

In shining stream and secret tide

In fiery flame by starlight pale

In shadowy host that ride the gale

And by the fern-brakes fairy-haunted

Of forests wild and wood enchanted

Come! O Come!

To the heartbeats drum!

Come to us who gather below

When the broad white moon is climbing slow

Through the stars to the heavens height

We hear thy hoofs on the wind of night

As black tree branches shake and sigh

By joy and terror we know thee nigh

We speak the spell thy power unlocks

At Solstice, Sabbat, and Equinox

Word of virtue the veil to rend

From primal dawn to the wide world's end

Since time began---

The blessing of Pan!

Blessed be all in hearth and hold

Blessed in all worth more than gold

Blessed be in strength and love

Blessed be wher'er we rove

Vision fade not from our eyes

Of the pagan paradise

Past the gates of death and birth

Our inheritance of the earth

From our soul the song of spring

Fade not in our wandering

Our life with all life is one,

By blackest night or noonday sun

Eldest of gods, on thee we call

Blessing be on thy creatures all


Cernnunos é o nome de um dos deuses celtas mais antigos e também conhecido como Deus Cornífero, por ser muitas vezes representado como um homem com chifres adornando a cabeça. É o Deus da fertilidade, da abundância, e Patrono da Caça para os povos antigos.



The inescapable bestiality of the human animal
is the quality from which our cherished and admired characteristics spring.

Wilfred Bion, "Learning from experience"



Quantus tremor est futurus
Quando judex est venturus
Cuncta stricte discussurus.





Eu bem disse que não se devia entrar na barca do diabo se não se estivesse disposto a aprender com a besta...
Eu já lá venho à muito tempo, muito mesmo.

Desde que conheci o deus cornudo (cernunnos) em barcelona,
e depois escrevi uma peça intitulada "o fim da eternidade" encenada em várias faculdades lisboetas,
Ficou publico para o publico mundial desde que publiquei um artigo que começa com uma citação a dizer:
devil: theories are made by gregarious animals, I am individual, a victim of misunderstanding...

Venham a mim os parvos e as parvas (que significa "pequeno", criança, que pode aprender), os espertos e as espertas podem ficar em casa, venham a mim as crianças perdidas, os tolos só entrem por engano...

come to me lost children...





Blessed is he, who in the name of charity and good will, shepherds the weak through the valley of darkness, for he is truly his brother's keeper and the finder of lost children. And I will strike down upon thee with great vengeance and furious anger those who would attempt to poison and destroy my brothers.

And you will know my name is the LORD OF BEASTS hen I lay my vengeance upon thee.




eu fartei-me de avisar...

:)

nihil humanum a me alienum puto

(acho que apanhei sifilis....)

Bom, mas o mais importante, como diz sonho, é que isto é tudo faz de conta...é claro que é tudo sonho...! "Somos Feitos da matéria mesma dos sonhos" W. Shakespeare


10. Both Vanished
Both the man and the animal have disappeared,
no traces are left,
The bright moon-light is empty and shadowless
with all the ten-thousand objects in it;
If anyone should ask the meaning of this,
Behold the lilies of the field and its fresh sweet-scented verdure.

strange little girl...(que não publica os meus comentários...) versão 0.02


http://bookofsorrow.blogspot.com/2007/05/e-eis-seno-quando.html





Este post acima linkado é a mais ridicula, doentia, enfática e infantil carta de amor que alguma vez recebi.

Aqui há uns tempos escrevi qq coisa como
"eu senti a morte como a única forma de ternura possível"
em relação aos meus pais e que se reavivou nos sentimentos com esta esta moça...Aqui vai mais uma carta de Amor para ela. desta vez não pode ser violada porque já está toda aberta...


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.




Não disseste adeus. Como fizeste aos outros, projectaste a parte viva da tua alma, a tua flor, para dentro de outros, uma flor a morrer, doente, para que os outros tratem dela, como o f. trata da tua roseira

Talvez o melhor de todos o f., coitado. Não disseste adeus.
...
para que eu nunca te pudesse dizer adeus, para que pudesses fazer o papel do costume.


estás na minha lista negra. na lista de ovelhas negras transviadas que eu vou buscar custe o que custar.

Como o J., como outros que eu amo.
Incluindo eu próprio...

beijo, linda










Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)




ps: já nem leio o que escreves, nem emails nem posts, porque as tuas palavras não tem qualquer sentido, dizes uma vez que é preto, de outra vez dizes branco. Não se percebes se estás a mentir ou se perdeste a noção da realidade.

As tuas palavras são como se diz na canção enjoy the silence. "meaningless"
Tens uma estrutura de toxicodependente, como eu, e como muitos outros personagens da tua vida.

outro beijo linda. Sabes que um dos meus animais totémicos é o elefante? :)

um dia posto aqui um slide meu a cumprimentar um elefante selvagem no meio do antigo Zaire, hoje a República do Congo. Ele não me quis esmagar, eu fiquei-lhe grato e olheio-o nos olhos com irmandade. Para sempre.






20070508

TIT FOR TAT:........ 1)simpatia, 2) resposta às provocações,3) capacidade de perdoar



Co-operation within and between species has generated only one Evolutionary Stable Strategy: TIT FOR TAT.



The importance of TIT FOR TAT to the evolution of co-operative behaviour was discovered through a worldwide computer competition to find the winning strategy for the well known paradox 'The Prisoner's Dilemma'.

In 1981 TIT FOR TAT won that competition, and ever since then it has grown in stature to where it now dominates our thinking about the evolution of co-operative behaviour in animal and human societies.




According to Axelrod, TIT FOR TAT is a successful strategy because it is 'nice', 'provokable' and 'forgiving'.

A nice strategy is one which is never first to defect. In a match between two nice strategies, both do well.

A provokable strategy responds by defecting at once in response to defection.

A forgiving strategy is one which readily returns to co-operation if its opponent does so; unforgiving strategies are likely to produce isolation and end co-operative encounters.


Since the appearance of TIT FOR TAT as a model for the evolution of co-operation, there have been many strategies derived from it: TIT FOR TWO TATS, SUSPICIOUS TIT FOR TAT and ALWAYS DEFECT to name just three. Under varying conditions all achieve some success but none demonstrate the robustness of TIT FOR TAT. However the real proof of this theory is in nature where TIT FOR TAT is beginning to be identified.