20071019

T.N.T. et roses....[versão 0.03] (colecção "tudo para o lar!")


Sous sa forme raffinée,
le trinitrotoluène est relativement stable
et moins sensible que la nitroglycérine
aux chocs et au transport.
Son action explosive
doit être amorcée
par un détonateur.

.















Repentance and remorse
gnash my sinful heart in two,
that my teardrops
might bring forth sweet spices





















...uma estatística revelando que, se dividirmos a quantidade conhecida de explosivos existente no planeta pelo número de pessoas na terra, cada indivíduo representa quatro toneladas de TNT.





















On me dit que nos vies ne valent pas grand chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses
On me dit que le temps qui glisse est un salaud
Que de nos tristesses il s'en fait des manteaux,

















Buß und Reu
knirscht das Sündenherz entzwei,
daß die Tropfen meiner Zähren
angenehme Spezerei,








Textos:
0- "Trinitrotoluène": wikipedia;
1-Passion According to Saint Matthew, BWV 244 Johann Sebastian Bach (tradução inglesa) ;
2- Franz Treichler, em entrevista à "Underworld-Entulho Informativo".
3- Carla Bruni
4- Passion According to Saint Matthew, BWV 244, Johann Sebastian Bach (original)


20071016

bour·geois1 /bʊərˈʒwɑ, ˈbʊərʒwɑ; Fr. burˈʒwa/

–noun
1. a member of the middle class.
2. a person whose political, economic, and social opinions are believed to be determined mainly by concern for property values and conventional respectability.
3. a shopkeeper or merchant.
–adjective
4. belonging to, characteristic of, or consisting of the middle class.
5. conventional; middle-class.
6. dominated or characterized by materialistic pursuits or concerns.
































Bourgeoisie is used to describe a social class of people whose status or power comes from employment, education, and wealth as opposed to aristocratic origin.
Petite bourgeoisie (also Petty Bourgeoisie) is used to describe the class below the bourgeoisie but above the Proletariat.

In the French feudal order pre-revolution, "bourgeois" was a class of citizens who were wealthier members of the Third Estate, but were overtaxed and had none of the privileges which the aristocracy held (however many bourgeoisie bought their way into nobility; see Venal Office).


"It is better to be a good ordinary bourgeois than a bad ordinary bohemian."
[Aldous Huxley, 1930]


As an adjective it is used with contempt by bohemians and Marxists to label conservatives whose views are not sufficiently revolutionary

20071014

conscience existence angoisse liberté projet










• la conscience, mouvement de transcendance vers le monde et les choses, mouvement fondamentalement transparent à lui-même ;

• l' existence : exister, c'est être-là, surgir dans le monde et s'y forger ; "l'existence précède l'essence " : l'homme est d'abord dans l'univers où il imprime sa marque et se construit ainsi librement ;

• l'angoisse : sentiment et saisie de l'imprévisibilité de notre liberté, lorsque la conscience appréhende son avenir, devant lequel elle est totalement libre , l'angoisse est " la saisie réflexive de la liberté " (L'Etre et le Néant) et se distingue de la peur, qui a un objet déterminé ;

• la liberté, pouvoir que détient la conscience de se soustraire à la chaîne des causes et d'échapper aux déterminations naturelles ,

• le projet : l'homme est pro-jet , sa conscience se jette en avant d'elle-même vers l'avenir.

20071013

mais coisas com que deliro



Não há quase nada que eu mais delirio do que a good old film françês no Outono. Nos filmes franceses parece que é sempre Outono, e as roupas das mulheres são sempre folhas de Eva a cair, bem como os cabelos dos homens e os seus cigarros. Os actores ou são sempre os mesmos ou são quase sempre os mesmos, tal como a nossa família e os amigos.
Desde que soube da mostra do cinema francês que ando a sentir a falta de um Godard na veia, ou um Truffaut, (espero que as consonantes estejam todas no lugar) ou um assim. Primeiro fiquei desiludido com o filme Avida, saiu-me um surrealista à moda de Buñuel com paisagens humanas Lynchianas e uns apontamentos de Non-sense Inglês dos anos 70. Mas hoje, hoje acertámos. "Pintar ou fazer o Amor" (Paindre ou Faire L'amour), e foi verdadeiramente surpreendente. Tão francês tão francês que até passava uma canção do Jacques Brel, que servia de afrodísiaco para aventuras lascivas pós-modernas.
Ecce l´Homme et la Femme. Ho la la, bof, mais c'est bien vrai, les Bourgeois nous sommes comme les cochons, des cochons chic bien sûr, mais des cochons quand même.
E a grande vantagem do cinema frânces é que, sendo financiado e não precisando de fazer bilheteira, pode tornar-se como todas as formas de arte independentes do valor da sua própria venda, do seu consumo, como todas as formas de inutilidade, pode tornar-se dizia eu, uma forma de reflexão sobre a sociedade. Nós, os "burgueses" latinos europeus, podemos ver-nos ao espelho sem a constante intromissão de psicopatas, terroristas, monstros, super-heróis e etc, com recurso aos quais a indústria de filmes american(izad)os vão insidiosamente construindo a paranóia social surda com que justificam o psicótico fundamentalismo religioso, militar, policial e maníaco dos seus financiadores. Como diria Shakespeare,somos feitos da mesma matéria do que os nosso sonhos. A que Brel, com Orwell a apoia-lo, poderia contrapor: e da mesma matéria que os porcos. E atenção, eu deliro com porquinhos.



Um surdo-mudo e dois viciados em quetamina falham o rapto do cão de uma multimilionária voluptuosa, que aproveita para os obrigar a realizar as suas últimas vontades.
...One of the highlights of the film is wonderful Velvet who makes mythical anti-Venus character so pure and powerful.


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"Pintar ou Fazer Amor", dos irmãos Arnaud e Jean-Marie Larrieu, apóia-se em clichês dos filmes franceses protagonizados por burgueses entediados...o casal faz amizade com o prefeito local, que é cego, e sua jovem e bela namorada. E iniciam uma relação de amizade com Adam e a sua companheira Eva (Amira Casar), que habitam a umas centenas de metros de distância. Será que há vida depois de 30 anos de casamento? Há e ela pode revelar-se deveras surpreendente. O amor surge e revela-se com toda a audácia da inocência. Como um casal no paraíso, ambos apresentarão um admirável mundo novo aos burgueses desiludidos.
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texto: da "Folha de S. Paulo" e do "Público" e da net em geral.

20071012

(D)a vida dos homens infames (colecção "tudo para o lar!")

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"a sua loucura foi sempre o esconder-se da família, levar uma vida obscura no campo, ser processado, emprestar a usura e a fundo perdido, passear o seu pobre espírito por caminhos esconsos e crer-se capaz dos maiores cometimentos"

"Frade apóstata, sedicioso, capaz dos maiores crimes, sodomita, ateu até mais não poder; um verdadeiro monstro de abominação que mais valia sufocar do que deixar livre"



Vergado ao peso da mais excessiva dor, eu, empregado comercial, ouso com humilde e respeitosa confiança lançar-se aos pés de vossa majestade para implorar a sua justiça contra a mais ruim de todas a smulheres... que esperança não alimentará o desventurado que, em último extremo, hoje recorre a Vossa Majestade após ter esgotado todas as vias de boas palavras, de advertências e de considerações, para fazer voltar aos seus deveres uma mulher desprovida de qualquer sentimento de religião, de honra, de probidade e até de humanidade? Tal é o estado do infeliz que ousa fazer ressoar a sua lamentosa voz aos ouvidos de Vossa Majestade.







A tomada do poder sobre o ordinário da vida, tinha-a o cristianismo organizado, em grande parte, à volta da confissão: obrigação de fazer passar pelo fio da linguagem o mínusculo mundo de todos os dias, os pecadilhos, as faltas, mesmo que imperceptíveis, até aos turvos jogos de pensamento, das intenções e dos desejos.
O Ocidente cristão inventou essa espantosa coacção, que impôs a toda a gente, de tudo dizer para tudo apagar, de formular até as mais ínfimas faltas num murmúrio ininterrupto, exaustivo, ao qual nada deveria escapar. [...]



Ora, a partir de finais do século XVII, este mecanismo passou a ser enquadrado e excedido por outro cujo funcionamento era muito diferente. Agenciamento administrativo e já não religioso; mecanismo de registo e não já de perdão. O objectivo visado era. porém, o mesmo: revista do universo íntimo das irregularidades e das desordens sem importância.
Para este esquadrinhamento utilizam-se, e sistemáticamente, procedimentos antigos: a denúncia, a queixa, o inquérito, o relatório, a delação, o interrogatório. E tudo o que se diz é registado por escrito, acumulado, constitui dossiers e arquivos. A voz única e sem rasto da confissão penitencial é doravante retransmitida por múltiplas vozes que se depositam numa enorme massa documental e que constituem assim, pelo tempo fora como que a memória sempre crescente dos males do mundo.



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texto :
Michel Foucault in "A vida dos homens infames".


20071009

coisas com que deliro.03 (coleccão "tudo para o lar")


3.
Sapos: são animais fantásticos e pacatos. Além disso não chateiam como as rãs porque não coacham. Admiro os sapos pela sua capacidade de alcançar moscas e mosquitos com a língua em pleno vôo, o que invejo, pois se o conseguisse fazer seria uma pessoa muito mais realizada visto que odeio tanto moscas como mosquitos, não por serem quem são mas por chatearem imenso. Além disso os sapos podem ser usados para fazer poções mágicas, curas e venenos. Em terceiro lugar, são facéis de apanhar porque são lentos e pachorrentos, mais uma vez ao contrário das rãs, e por conseguinte se nos apetecer dar-lhes um pontapé é bastante fácil. Vivam os sapos.











2.


tudo o que tenha a ver com Batedeiras Eléctricas. desde os seus manuais de fabricação, passando pelos apetrechos misturadores que se inserem nelas, até ao barulho que fazem.


1.


Meias altas coloridas às riscas, e penas encontradas. As meias não são para mim, e as penas são para brincar com os gatos, que deliram com penas de pássaro.