20070926

o frio por dentro, a camisola no corpo, e o diario secreto, aberto na página onde o mundo faz sentido






Na memória ecoam passos
do caminho que não tomámos

Perto da porta que nunca abrimos para o jardim das roseiras

É assim que ecoam as minhas palavras na vossa mente

Mas que propósito haverá
em levantar a poeira numa tijela de pétalas de rosa



No ponto parado do mundo em turbilhão
nem carne nem descarnado
nem para a frente nem para trás
no ponto sossegado
é aí que está a dança.
Mas não é quietude nem é movimento,
e nunca o poderão chamar realmente de fixo
pois é onde o passado e o futuro se encontram
Não se move para a frente nem para trás
Não é ascenção nem é queda
É a excepção, o ponto quieto



http://www.ubriaco.com/fq.html








It is not until 1926 that in his revolutionary late work Inhibitions, Symptoms and Anxiety he accorded it the central place in what was to be his final theory of anxiety.

"
Missing someone who is loved and longed for",

he there affirms, is


"
the key to and understanding of anxiety"

"Nas sua páginas finais ele esboça uma novo caminho: a ansiedade é a reacção ao perigo de perder o objecto de apego, a dor do luto é a reacção à perda de facto desse objecto de apego, e a defesa neurótica é o modo de lidar com a ansiedade e a dor"


http://www.powells.com/biblio/66-9780712666213-1


























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T.S. Elliot, John Bowlby e Freud. Em português a tradução é livre pelo postador versão 0.03

ps: as rosas da imagem são na verdade alfaces com que os gatos se deli-cia-m

20070923

equi nox (0.04.1)




Diz persos:
5)
Há para aí 4 coisas com que se pode esconder a dor:
raiva/ódio, loucura, mania, e desapego. Todas elas implicam o uso habitual de mentiras a sí próprio e aos outros, são soluções mentirosas e requerem o embotamento da inteligência, da sensibilidade e a substituição da criatividade por rotinas rígidas de acção e pensamento.

Há para aí 1 ou duas maneiras, que brincam com a mentira e a verdade, com que se pode espremer a dor: a arte, a contemplação e o uso da imaginação e da intuição. Mas essas causam vertigem e tem o perigo de se tornar em religiões ou ideologias ou ismos, ou seja tornar-se estúpidas no sentido intelectual do termo e servir para manipular os outros através do poder.

E que eu saiba só há 1 maneira de transformar a dor em qualquer coisa verdadeiramente verdadeira, deliciosa e construtiva:
O apego aos outros e de entre as suas multiplas formas a mais intensa: o amor. O problema é que o apego aos outros requer imenso pensamento, sensibilidade, dedicação, sacríficio e muita paciência.
Mas esta maneira traz mais dor e algum medo (e assim acaba por chamar de novo as anteriores maneiras de esconder e espremer a dor...)
















(*)


http://commons.wikimedia.org/wiki/Image:Earth-lighting-equinox_PL.png













4)
Valeu a pena: no
J.P. Simões e Couple Coffee
"J.P. Simões" não é uma empresa de construção civil. Segundo a Wiki É um artista que passou pelos projectos Pop Dell’Arte, Belle Chase Hotel, A Ópera do Falhado e Quinteto Tati.Nasceu em Coimbra em 1970, mas ainda criança emigrou para o Brasil. Regressou a Portugal e mudou-se para Lisboa, onde se licenciou em Comunicação Social, e etecetera. Para mim, trata-se nada menos de um João-Toquinho-Vinicius-Gilberto-de Moraes português.

De português tem, no meu umíldio parecer, uma mistura estranha entranhada de Jorge Palma com Manuel João Vieira, na sensibilidade, decadência, cinismo hilariante e auto-discplicência grandiosa e autocomplacente. É capaz de igualmente graciosamente, como quem comeu feijão com arroz e tropeçou no ar feito um sábado bêbado ("Construção" Chico Buarque), citar Ella Fitzgerald/Billie Holliday ("you've changed, your smile is just a careless yawn") e Joa-Quim Barreiros ("ela foi para casa do pai, ele ficou na da mãe") como se descascasse um pistachio para dar ao seu amor.

Eu queria ser aquele gajo se tivesse enveredado pela via da guitarra
(se o Alex não me tivesse partido o anelar esquerdo quando eu inadvertidamente lhe cuspi para a nuca ao limpar o catarro dos Ritz e Português Suave sem filtro dos meus 19 anos, lesão digital essa que me impedia de tocar alguns acordes mais puxados em sustenido, e se não tivesse deixado de compor as minhas canções patéticas e energizantes que levavam a malta ao sorriso rubro tais como "sapatilhas do amor"; "tu foste o meu grande amor em agosto no verão", e outras tantas).

No Músic Box, aquele espaço que eu considero ser o "Lux" do Cais-Sodré, fiquei maravilhado com o seu concerto ácompanhado de Luanda Cozetti e Norton Daiello, o duo "Couple Coffee", duas almas de marron glacé por quem me apaixonei imediaticamente.

Mando aqui um grande abraço de gratidão aos meus grandes velhos amigos que me puxaram para essa noite em que fiquei muito mais rico por dentro
e menos pobre por fora (uma vez que a simpática porteira me deixou e à G. entrarmos sem pagar os euros, pensando que eramos amigos do João, e nós pensando que ea estava a falar de outro João que estava lá dentro e lá costuma ir e entrar sem pagar porque conhece um gajo que lá põe música!).


Foi a melhor prenda de fim de verão que podia ter, assim a chamar o equinócio de Outono devagarzinho, a "embalar a dor
dos silêncios vís,
vinde no clamor
da almas viris...." (Lopes Graça, et cetera).


Dói, vocês sabem que
isto (
Das Ich und das Es ;Freud, 1923) dói, tu sabes que isto dói, mas assim dói muito menos. E engana a dor :*







3)
Vale a pena:
Tanto Amor Desperdiçado
de William Shakespeare.

O Rei de Navarra, acompanhado por três jovens príncipes, faz o juramento de se dedicar exclusivamente ao estudo durante três anos: pouco sono, pouca comida e nenhum contacto com o sexo feminino é o contrato que os une.
A Princesa de França, acompanhada por jovens damas da sua Corte, vem negociar em nome do pai, Rei de França, o domínio da Aquitânia, perturbando para sempre este cenário. Os quatro homens apaixonam-se secretamente pelas quatro mulheres mas são obrigados a esconder os seus sentimentos uns dos outros - para não falhar ao juramento combinado. Depois de um encontro onde homens e mulheres se disfarçam, desenham-se os vários pares amorosos mas, no meio da festa, anuncia-se a morte do Rei de França. A Princesa terá de regressar ao seu país e as damas impõem aos apaixonados um ano de afastamento, como nova prova de amor.
Terá sido desperdiçado todo aquele amor?













Atenção: estes parágrafos tem erros de ortografia, kuando fizer copy-paste para o seu trabalho da faculdade passe pelo corrector de português :)





2)
Ontem a minha parte feminina estava com o periodo e tudo me irritava. Fui a carcavelos dar um mergulho e ler coisas tremebundas como a entrevista dos Mão Morta na revista Underground e o "Separation" do Bowlby que ficou cheio de areia nos entrefolhos das páginas.

Fiquei com a sensação de que com a chegada do Outono, "a queda" como dizem os bifes ingleses, estava tudo a andar para trás, e as pessoas estavam a comportar-se de forma irritante, repetitiva, infantil e possidónia. Para piorar as coisas encontrei aqueles antigos colegas todos sentados à espera da meia idade, com as suas mulheres a falar umas com as outras, sem suspeitar que daqui a dez anos os gajos vão estourar o plano poupança reforma em porches e face-liftingues metro-sexuais porque elas já não querem nem ouvir falar de mete e tira com eles,
e,
quando se retiraram todos à 1 hora com ar cansado de olhar uns para os outros e repisar clichés, pareceu-me que iam todos para o swingue.


Para piorar as coisas, irritou-me o regresso da minha irritação crónica com "esta merda" (vidé "ULTIMATUM" de Álvaro de Campos) toda,
ou seja
triste e deprimido com tudo
e apenas hoje percebi,
a minha
parte lésbica estava com o periodo
.

Espero que não tenha feito comentários desagradáveis nos blogues por aí, se o fiz, peço as minhas mais sinceras ciber desculpas. Estou a crescer :) Mesmo.





1) a minha sobrinha C. (que alguns já conhecem de posts anteriores) fez hoje as suas primeiras bolachas-biscoitos! Deliciosos, embora um pouco queimados de um lado pela imprevisibilidade térmica da cozedura da massa, mas duplamente deliciosos. Provar aquelas iguarias foi melhor do que um anti-depressivo. Como diria Donald Meltzer, a demonstração de recursos promove a esperança no campo social familiar. Parafraseando a quente Condessa que nos visita: "gostei, quero mais";
como todos sabem, o tio versão-0.02 é o monstro dos biscoitos caseiros. Um homem que mora longe, dorme muito, anda sempre metido em caldeiradas de saias, e mete os pais e os manos na ordem, da sua catedrática autoridade impiedosa, a troco de bolachas, chocolates, leite creme e iogurtes líquidos.

http://www.geocities.com/Heartland/Ranch/2417/CMSHAPES.JPG







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(*)nota de rodapé

Illumination of Earth by Sun on the day of equinox (vernal and autumnal).
Image by Przemyslaw "Blueshade" Idzkiewicz.

A view to eastern-hemisphere showing noon in Central European time zone (ingoring DST) on the day of equinox.

Following third-party images were used to create this image:
* "Earth's City Lights",
* and "The Blue Marble: Land Surface, Ocean Color and Sea Ice".

These images come from an archive of American government agency, NASA and as such, they constitute "public domain" content.

Illumination maps were created using "Home Planet" by John Walker.
This image is hereby released under cc-by-sa license.

20070922

O desafio da (des)Fortuna

Men of good fortune often cause empires to fall, While men of poor beginnings often can't do anything at all. The rich son waits for his father to die, the poor just drink and cry. And me, I just don't care at all.

Men of good fortune very often can't do a thing, While men of poor beginnings often can do anything. At heart they try to act like a man, handle things the best way they can, They have no rich daddy to fall back on.

It takes money to make money they say; look at the Fords, but they didn't start that way. Anyway, it makes no difference to me. Men of good fortune often wish that they could die, While men of poor beginnings want what they have and to get it they'll die. All those great things that life has to give, they wanna have money and live. But me, I just don't care at all
















20070917

Creatures Like us: Luis Felipe, Carolina e outros bixos da relva (0.03)


Oh ! monsieur, ...il n'y a donc plus ni honnêteté ni bienfaisance chez les hommes? (Justine)


















1. De um certo ponto de vista, ela fez o que já nenhum homem conseguiria fazer, ou teria coragem para fazer: tramar Roger Rabbitt, ou melhor Roger Chicken, digo, Roger da Costa, ou lá como é que a criatura se chama.
Nesse ponto de vista, a que se poderia chamar "era uma vez um Sultão Vilão que tinha uma concubina chamada Carolina", ela faz parte de uma mitologia de mulheres fatais que tentam entrar a matar no jogo do poder das cúpulas.

Ainda nesse ponto de vista, e esticando bastante o exagero pelo que espero que me perdoem em nome da alegoria, ela é uma espécie de Maria da Fonte, uma Boudica, ou uma Joana D'Arc que impõe uma pesada derrota numa batalha a um general poderoso.

Certamente que as suas motivações serão puramente emocionais e afectivas (vingança, despeito, ambição, orgulho, arrogância) e não propriamente politicas e revolucionárias (vingança, despeito, ambição, poder, orgulho, arrogância)...
Afinal trata-se de uma mulher simples (vejam-se mãos e as unhas de perto clicando na imagem abaixo)
e afinal trata-se de uma mulher que "escolheu" a via da feminilidade e da filosofia da alcova em vez da via da masculinidade, e da filosofia militar.

Mas como Joana D'Arc e Boudica, heroína comedora de homens e sultões num mundo governado por homens, provavelmente vai ser queimada em hasta pública.
Foi giro ver o Sultão a levar nas costas durante um tempo, mas há que voltar à vida normal e ao "principio da realidade"... se não onde é que iríamos parar. Uma reles concubina do "Calor da Noite" a pôr em causa o aparelho de poder macho de todo o Douro e arredores, incluindo o Major Ladrão e o Cônsul da Guiné?

Até a própria irmã ensonsa salgado vai aproveitar para por as contas em dia no que respeita à rivalidade infantil com a irmã pecadora e que rouba toda a atenção dos pais,
assim à laia de uma Justine nos "Infortúnios da Virtude" do Marquês de Sade.

E se isto acontecer o povo vai urrar de alegria e júbilo com o seu suplício.
Quem lhe poderá perdoar a ousadia? Se se for o nosso senhor Jesus Cristo.


2. Sim, ele mandou-lhe um soco, sim ele aderiu à cultura futebológica Portuguesa que resolve as frustrações a soco, cabeçada, chaves de judo, com grandes efemérides como Sá Pinto a esmurrar Artur Jorge, João Pinto a Socar os intenstinos de um àrbirtro, Luis Figo a cabecear um adversário, e muitas outros momentos de testosterona com cheiro a entremeada e sardinha assada.

Sim, ele passou uma imagem truculenta, infantil, irresponsável e impulsiva-agressiva de Portugal, por acaso acertada e verdadeira, e sim, ele devia ser despedido por isso. Claro que sim, apesar de ele ter feito o "favor" de difundir pelos satélites a natureza do nosso país. E o facto de ter sido desculpado e condescendido pelos dirigentes tecnocráticos só prova que o comportamento dele faz parte do que somos, dentro e fora dos gramados.

Sim, num país civilizado isto não aconteceria, nem o soco do treinador da equipa que representa a Nação, nem a sua manutenção no cargo.

Num pais civilizado, e em cidades desenvolvidas no norte, os diferendos resolvem-se pelo telefone, por terceiras pessoas, em código, resolvem-se com transferências bancárias e ameaças diplomáticas, em iates fora das águas territoriais e as conversas são temperadas com dinheiro da venda legal de armas e de petróleo.

Á medida que vou conhecendo os procedimentos daquilo a que se chama "mundo civilizado" e "civilização" vou ficando cada vez mais desconfiado dessa definição.

No dia 6 de Agosto de 1945 houve uma enorme explosão de civilização, em que um país dos mais civilizados do mundo ocidental brindou um outro país dos mais civilizados do mundo oriental com uma efusiva demonstração de civilização em forma de cogumelo, e tudo por causa de um outro país, da mais alta idoneidade civilizacional e berço das mais altas produções intelectuais civilizadas de sempre, resolveu convencer por meios enfáticos fruto de processos civilizados de produção e gestão dos recursos humanos os outros países civilizados de que a sua noção de civilização era mais superiormente civilizada.

E é assim,
os grandes senhores civilizados não podem resolver as suas frustrações sexuais e despejar a sua testosterona reprimida, ao soco na tromba uns dos outros, como fez o ex-campeão do mundo de football com aquele gajinho eslavo histérico mal educado, em vez de andar a estripar e transformar em hamburgeres estorricados as alminhas que são supostos representar e que lhes pagam a vida de luxo que levam????

A próxima vez que me vierem falar de atos civilizados mando esse alguém ir jogar bridge para um campo de minas da melhor fabricação britânica e francesa para os arredores de Kabul ou de Maputo.







3. Chamei ao último post "Free Tibete, Free world, free mind" porque o Tibete livre só pode acontecer quando o mundo for "livre", e o mundo só será livre quando uma grande maioria das mentes humanas for "livre".
Antes disso as pessoas vão continuar a aceitar genocídios, tiranias, e abusos como coisas normais, legitimadas por duvidosos e ilusórios valores. Claro que falar no mundo "livre" abre a enormes equívocos suscitados pelas diferentes interpretações da palavra "livre" e "liberdade". Quando falo no mundo livre falo num mundo em que as acções humanas não estejam espartilhadas pelo poder político militar e policial, e esse poder é legitimado em primeiro lugar pelas ideias e valores que aceitamos e interiorizamos.
Assim, deveria ter chamado ao post anterior "free mind, free world, free tibet".
A minha noção de mundo "livre" é muito "simples", e é a mesma que os representantes do mundo inteiro redigiram depois da grande festa da estupidez, da obediência e do sadismo, depois da grande vingança dos homens humilhados que foi a segunda guerra mundial:










Whereas disregard and contempt for human rights have resulted in barbarous acts which have outraged the conscience of mankind, and the advent of a world in which human beings shall enjoy freedom of speech and belief and freedom from fear and want has been proclaimed as the highest aspiration of the common people [...]








Portanto: Liberdade de discurso, de crença, liberdade do medo e liberdade da penúria.

Mas como estas coisas são tão complicadas e polémicas, e se misturam com os medos e as ansiedades mais escondidas e não-ditas de cada uma das pessoas, e se misturam com aquelas partes negras e sádicas que se escondem dentro de cada criança dentro de cada pessoa, aquelas partes que tiram gozo em que outro alguém esteja a ser torturado, outro povo chacinado,
pois a desgraça de uns é o gozo de outros,
pois o medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo,
pois o medo de ser responsável provoca o ódio à liberdade e o carinho pelos carrascos,

(pois "o homem é o único animal que" se reconhece ao espelho por fora e não se quer reconhecer ao espelho por dentro)

a maior parte das vezes mais vale falar de futebol.

E sobre isso há muito para falar...
e é sobre isso que hei-de escrever mais logo. Porque me apetece.










20070915

Free Tibete, Free World, Free Mind



Em 1950, quando Mao pede à China para dar o "grande salto em frente", o Exército de Libertação Chinês ocupa Lassa, a capital do Tibete. Perante o silêncio internacional, os chineses iniciaram um "programa" de dizimação da cultura e sociedade tibetanas, sob o pretexto de ajudar os tibetanos a regressarem à pátria-mãe chinesa e de os libertar do "jugo do feudalismo".
A destruição da cultura do Tibete e a opressão do seu povo foi brutal nos anos seguintes ao levantamento nacional resultando na morte de 1.2 milhões de Tibetanos, ou seja, um quinto da população. Muitos outros foram presos ou deslocados para campos de trabalho. Foi levado a cabo um processo de destruição de mais de 6000 mosteiros, templos e outros edifícios históricos.


Com o início dos confrontos armados em 1959, o Dalai-Lama foi obrigado a deixar o seu país e exilar-se na Índia, em Dharmsala. Actualmente Dharmsala é a sede do governo tibetano no exílio que, liderado pelo Dalai-Lama, se dedica à causa da libertação do Tibete, através da não-violência . Juntamente com seis milhões de Tibetanos espera que a comunidade internacional reaja à situação do seu país.














A convite de várias instituições, nomeadamente a Casa da Cultura do Tibete, a Fundação Kangyur Rinpoche, a União Budista Portuguesa, a Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa, Sua Santidade o XIV Dalai Lama visitará Portugal pela segunda vez.


Prémio Nobel da Paz, autor de vários best-sellers a nível mundial e referência incontornável do séc. XX e XXI para muitos milhões de pessoas em todo o mundo; defensor incansável dos direitos e dos valores humanos fundamentais, bem como do equilíbrio ecológico; promotor entusiasta do diálogo inter-cultural e inter-religioso; promotor do diálogo entre a espiritualidade budista e a investigação científica de vanguarda, nomeadamente no domínio das ciências da mente; chefe espiritual e temporal da nação tibetana em exílio; mestre espiritual, filósofo e erudito budista, cujo ensinamento é seguido por milhões de seres humanos, budistas e não budistas.


20070914

The Sword of Damocles (0.02)


.

















The Sword of Damocles is a frequently used allusion to this tale, epitomizing the imminent and ever-present peril faced by those in positions of power. More generally, it is used to denote a precarious situation and sense of foreboding thereof, especially one in which the onset of tragedy is restrained only by a delicate trigger or chance. Moreover, it can be seen as a lesson in the importance of understanding someone's experience.



















.

20070912

half delight, half dread

It was all rather like a delirious dream, half delight, half dread, he confided in a whisper to Dr. Silence; and more than once he hardly knew quite what he was doing or saying, as though he were driven forward by impulses he scarcely recognised as his own.

20070911

Temos de fazer outra destas (0.03)




"Como se poderia saber que os juízos verdadeiros causam um prazer maior do que os juízos falsos, e que, de acordo com uma harmonia pré-estabelecida, arrastariam consigo sensações de prazer? - a experiência...ensina o contrário. Cada parcela de verdade teve de ser conquistada pela luta, foi preciso sacrificar tudo o que tínhamos a peito, tudo aquilo que era objecto do nosso amor e confiança na vida. Para isso é preciso ter grandeza de alma... - A que é que se chama então ser leal nas coisas do espírito? A ser severo para com o coração próprio, a desprezar os "bons sentimentos", a fazer um problema de consciência de cada sim e de cada não - A fé salva, portanto mente..."














"iluminados pelo terror
abandonamo-nos às palavras que não saram.

Todos os céus delas sangram
as mais puras
a perpassar na serenidade do coração"













20070910

who the fuck are you (0.02)















as i become aware of thoughts and things of my own they become identifyed...this writing is inseparable from making marks on paper: some of them conform to accepted rules of grammar, articulate speech; others do not. I cannot know what is my my intention to record until i have recorded it


























nunca sei o que vou escrever na próxima frase até a ter escrito. eu gostava de saber o que os meus livros querem de mim.





20070908

She whispered deep, keep it on the track. (0.02)



O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos.














You have lived and your intelligence is sexy




















You think like a whip on a horse's back

Stretched out to the limit you make it crack




















Send that horse round and round the track



She ripped the wings right off my back.
She whispered deep, keep it on the track.
She said you're no angel, no angel anymore.


























Hand over hand up the lifeline, luckily the knots stay tight.



The sky is filled with question marks. Will the chains come apart?




Silhouettes of the two of us climbing, climbing up a rope on fire.
Climbing up a rope on fire.


































Vós quebrastes o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor. Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas.