20090624

Perfection. The Eden. [Deus Ex Machina]








DEUS EX MACHINA
Expressão latina, significa literalmente “deus da máquina” ou "deus de dentro da máquina "; alude a um instrumento mecânico utilizado na tragédia clássica e que permitia a uma divindade ou ser sobrenatural descer sobre o palco, oferecendo dessa forma uma saída para uma situação aparentemente irresolúvel; hoje em dia a expressão é geralmente utilizada num sentido mais lato, para designar uma resolução forçada ou fácil dos acontecimentos numa obra.










A Tragédia é porventura a forma dramática privilegiada pra explorar a relação entre os planos divino e humano. O quase obrigatório destino infeliz do herói trágico – a catastrophe -, ainda que dependente de forças para lá do seu controlo, tem tradicionalmente o seu motor inicial num erro ou falta (hamartia) do próprio. Mesmo que se encare o protagonista como fundamentalmente inocente – ou seja, que se aponte a contingência do erro e o absurdo do castigo, cuja desproporção define em grande medida o trágico -, o desenrolar dos acontecimentos não deve depender, de acordo com a teoria clássica da tragédia, de um capricho divino. A contingência estará presente no erro, mas não no castigo, que depende de uma ordem, mesmo que injusta.








O mecanismo do deus ex machina foi criticado pelo mais influente teórico da tragédia, Aristóteles, que insiste no “liame da necessidade e verosimilhança” como vector essencial da mesma (Poética, ed. p.116) - isto é, numa causalidade sem falhas no desenrolar da trama, única forma de provocar o desejado “efeito trágico”.






Aristóteles, Poética, ed. Eudoro de Sousa, Imprensa-Nacional Casa da Moeda (1998) .
http://www2.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/D/deus%20ex%20machina.htm

20090619

Suburban shootout - (Donas de Casa Perigosas)







Donas de Casa Perigosas (ou Suburban Shootout) é uma satírica comédia negra britânica, em que Joyce Hazeldine (Amelia Bullmore) e o seu marido agente da polícia se mudam para a aparentemente calma cidade de Little Stempington, mas Joyce acaba por descobrir que há dois gangs rivais de donas de casa, um liderado por Camilla Diamond (Anna Chancellor) e outro por Barbara Du Prez (Felicity Montagu). Às 21.45 também na SIC Radical.

20090615

Home

"O fotógrafo Yann Arthus-Bertrand tornou-se célebre pela série de fotografias intitulada "A Terra vista do céu", que deu origem a uma série de documentários televisivos do mesmo no nome. Recentemente, Arthus-Bertrand uniu esforços com realizador de cinema Luc Besson ("O Quinto Elemento") para produzir "Home", um documentário que serve de alerta para os grandes desafios ecológicos que o planeta enfrenta através de imagens impressionantes e surpreendentes da natureza recolhidas nos cinco continentes, nos oceanos e glaciares. A ideia é incitar o espectador a reagir contra graves problemas ecológicos actuais como o aquecimento global ou a exploração desmesurada dos nossos recursos naturais: combustíveis fósseis, solos de cultivo, água potável, recursos marinhos, etc. Confrontando o espectador com imagens sublimes da natureza que está em risco de desaparecer a curto ou a médio prazo, Luc Besson e Arthus-Bertrand esperam incitar o espectador a agir no imediato para impedir a destruição desses ecossistemas.

Este documentário tem a particularidade de ser lançado simultaneamente em todo o mundo, nas principais cadeias de televisão, no cinema e na internet. "Home" está disponível neste endereço do YouTube. A data escolhida para a estreia foi 5 de Junho, o dia mundial do ambiente. Em Portugal, "Home" teve direito a transmissão na RTP 2 pelas 20:30h."





20090530

The Misfits











Roslyn: We're all dying aren't we. We're not teaching each other what we really know, are we?


















Perce: So what I want to know... what I want to know is: who do you depend on?
Roslyn: I don't know. Maybe all there really is is just the next thing. The next thing that happens. Maybe you're not supposed to remember anybody's promises.








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20090517

Shepard Fairey







Frank Shepard Fairey (born February 15, 1970) is a contemporary artist, graphic designer, and illustrator.
His work became more widely known in the 2008 United States Presidential Election, specifically his Barack Obama "HOPE" poster. The Institute of Contemporary Art, Boston calls him one of today's best known and most influential street artists





















The exhibition is comprised of artworks designed to scrutinize the dichotomy of symbols and methods associated with ideologies of the American Dream. Fairey’s artwork comments on underpinnings of the capitalist machine, critiquing those who support blind nationalism and war. Fairey addresses monolithic institutional authority, the role of counter culture, and independent individuals who question the cultural paradigm.

20090506

Señores Delegados:









Ahora sí la historia tendrá que contar con los pobres de América, con los explotados y vilipendiados, que han decidido empezar a escribir ellos mismos, para siempre, su historia.

Y esa ola de estremecido rencor, de justicia reclamada, de derecho pisoteado, que se empieza a levantar por entre las tierras de Latinoamérica, esa ola ya no parará más.

Esa ola irá creciendo cada día que pase. Porque esa ola la forman los más, los mayoritarios en todos los aspectos, los que acumulan con su trabajo las riquezas, crean los valores, hacen andar las ruedas de la historia y que ahora despiertan del largo sueño embrutecedor a que los sometieron.

Porque esta gran humanidad ha dicho «¡Basta!» y ha echado a andar. Y su marcha, de gigantes, ya no se detendrá hasta conquistar la verdadera independencia, por la que ya han muerto más de una vez inútilmente.

[...]


Ahora esta masa anónima, esta América de color, sombría, taciturna, que canta en todo el Continente con una misma tristeza y desengaño, ahora esta masa es la que empieza a entrar definitivamente en su propia historia, la empieza a escribir con su sangre, la empieza a sufrir y a morir,

porque ahora

los campos y las montañas de América, por las faldas de sus sierras, por sus llanuras y sus selvas, entre la soledad o el tráfico de las ciudades, en las costas de los grandes océanos y ríos, se empieza a estremecer este mundo lleno de corazones con los puños calientes de deseos de morir por lo suyo, de conquistar sus derechos casi quinientos años burlados por unos y por otros.

Ya se los ve por los caminos un día y otro, a pie, en marchas sin término de cientos de kilómetros, para llegar hasta los «olimpos» gobernantes a recabar sus derechos.

Ya se les ve, armados de piedras, de palos, de machetes, en un lado y otro, cada día, ocupando las tierras, afincando sus garfios en las tierras que les pertenecen y defendiéndolas con sus vidas; se les ve, llevando sus cartelones, sus banderas, sus consignas; haciéndolas correr en el viento, por entre las montañas o a lo largo de los llanos.

[...]

Todo eso, Señores Delegados, esta disposición nueva de un continente, de América, está plasmada y resumida en el grito que, día a día, nuestras masas proclaman como expresión irrefutable de su decisión de lucha, paralizando la mano armada del invasor.

[...]

Esa proclama es: Patria o muerte.

Periódico Revolución, 12 de diciembre de 1964.*














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* Discurso del Comandante Che Guevara en la Asamblea General de las Naciones Unidas
12 de diciembre de 1964.
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