Our bodies are given life from the midst of nothingness. Existing where there is nothing is the meaning of the phrase, "form is emptiness." That all things are provided for by nothingness is the meaning of the phrase, "Emptiness is form." One should not think that these are two separate things.
Qui Mariam absolvisti
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1.0.1: MãeDay [versão 0.04]

eu versão 1.01

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20080505

MãeDay [versão 0.04]

Welcome to the cruel world. Hope you find your way. Oh- Oh- it's a cruel world. Try to enjoy your stay. Yes, it is a cruel world when you're tryin' to get by. Don't know how we've lasted here so long. And if you get up to Heaven before I do, I'm gonna tell ya, it's gonna be cruel there too, cruel there too. You can't hide from this cruel world cause there is no place to run. It's been cruel from the beginning, it will be cruel when we're done. Welcome to the cruel world,welcome,welcome. Hope you find your way. Try to enjoy your stay





































































Queira o céu que o leitor, tornado audaz e momentanemente feroz à semelhança do que lê, encontre sem se desorientar, o seu caminho abrupto e selvagem através dos lodaçais desolados destas páginas sombrias e cheias de veneno;

pois que, a não ser que utilize na sua leitura uma lógica rigorosa e uma tensão de espírito pelo menos igual à sua desconfiança, as emanações mortais deste livro irão embeber-lhe a alma, como a água ao açucar.

Não convém que toda a gente leia as páginas que se seguem; só alguns hão-de saborear sem perigo este fruto amargo.

Por consequência, ò alma tímida, antes de penetrares mais longe em tais domínios inexplorados, dirige os teus passos para trás e não para a frente.

Ouve bem o que te digo: dirige os teus passos para trás e não para a frente, como os olhos de um filho que se afasta respeitosamente da contemplação augusta do rosto materno.*











































O silêncio absoluto como única resposta possível,
face ao horror nascido dos próprios sentimentos maternos pela criatura que dentro dela se gerou.
Criatura exigente, tirana, turbilhão de contradições biológicas e laços emocionais asfixiantes.




Nunca antes ninguém tinha tocado neste "assunto". Assim, face a face. Persona, de Ingmar Bergman.
Depois de Bergman, talvez apenas Lloyd de Mause, ou James Grotstein.





Eu próprio tento desviar, por vários estratagemas já antigos, a minha atenção para fora da esfera perturbadora e penitencial deste pensamentos, memórias e cogitações. Mas nada me levará a, mais uma vez, adiar o confronto com estes pantanais sombrios onde se esconde o verdadeiro rosto da minha desgraça e infelicidade.


























Ao perceber os sentimentos de Elisabeth Vogler a atriz (desempenhado por Liv Ullman), despejados cruamente naquela confissão depois de decidir quebrar o silêncio,
ao perceber tão cristalinamente como só numa confissão total, secreta, se poderia exprimir, os sentimentos de Elisabeth Vogler pelo seu próprio bebé,
os sentimentos que a ela própria horrorizaram e encheram de uma culpa atroz mas superficial,
















pensei perceber finalmente algo do que se poderia ter passado talvez dentro da minha própria mãe.









E com isso logrei talvez entender o que se poderia ter passado dentro de mim próprio, anos depois, em plena adolescência quando desejei que ela pudesse morrer, para que eu pudesse sentir a falta dela, para que eu pudesse sentir ternura por ela, e alguma compaixão pela minha própria dor e ódios incompreensíveis e inaceitáveis à luz da piedade filial.










Preferível a dor do luto, a dor de órfão, a raiva contra o destino cruel que teria levado aquela que me pôs no mundo,
do que a dor horrenda e enlouquecedore que brotava da mistura entre o ódio e a falta.









Buddham saranam gacchami Dhammam saranam gacchami Sangham saranam gacchami





I take refuge in the Buddha I take refuge in the Dharma I take refuge in the Sangha Buddha is the enlightened being, Dharma is the teaching, and Sangha is the community.









Durante a minha vida acho que tentei de todas as formas não pensar nestes "assuntos". De qualquer modo não tinha forma de as pensar. Muito do que faço sem pensar na vida é provavelmente reflexo destes assuntos em que não me é possível pensar, em que é preciso fazer tudo para afastar da consciência tais sentimentos e cogitações.

A roda da vida torna e retorna, e por vezes como um suplício rodamos na roda. Procuramos alívio, logramos desmaiar e deambular pela existência semi-acordados, aliviados temporariamente pela misericórdia de morpheus.



A minha esperança, é que possamos por vezes encontrar paz verdadeira, absolvição, mas acredito que esse estado necessite do confronto com os nossos horrores, e pelo que me foi dado verificar ao longo da minha conturbada, mas afinal afortunada existência, não acredito que a fuga a eles possa alguma vez dar frutos.
ou flores,
ou mel.













e ás vezes é preciso ir ainda mais longe na escavação.
Mesmo quando o auge do pavor e da incredulidade parece ter feito chegar a sinfonia do assombro ao seu clímax e desfecho,
e o Mal no seu rosto final parece ter-se desvelado dentro do próprio coração,

não, é preciso ir ainda mais fundo e compreender as raízes destas flores carnívoras que nos digerem lentamente por dentro da alma.















With a handful of exceptions (The Seventh Seal, The Serpent’s Egg) where the director goes in somewhat different directions, Bergman’s movies break down into three broad groups: the ones where men torment women, the ones where women torment men, and the ones where men and women torment each other.

...


Women, not men, are at the core of Bergman’s work; beautiful women trapped in loveless marriages, beautiful women tricked into having children they do not want, beautiful women browbeaten into aborting children they were prepared to adore.

As a rule, their spouses, lovers, partners in adultery, or stage-door-johnnies are oafs, roués, self-involved scumbags or middle-aged lechers on the prowl for fresh talent.

Bergman’s movies are not about the meaning of life; they are about the meaning of love. And men in Ingmar Bergman movies give love a bad name.

















------------------
* texto inicial: "Cantos de Maldoror", Lautreamont

6 Comments:

Blogger mariazinha said...

uma das mais lindas fotos que já vi da nossa mãe-terra. tão azul. tão frágil. um belo berlinde de cristal azul.

beijo*

Monday, May 05, 2008 12:52:00 am  
Anonymous Anonymous said...

- - - ... - - -


em código morse.




adoro a música do rés.do.chão.




Bacio per te.

Monday, May 05, 2008 4:49:00 am  
Blogger [A] said...

(pois hoje é o dia mais importante do mais importante do ano: m[a]y day)

Wednesday, May 07, 2008 2:40:00 am  
Blogger [A] said...

*mais=mês

Wednesday, May 07, 2008 2:42:00 am  
Blogger Maria Ostra said...

Ambivalencias. A natureza É assim.

Thursday, May 08, 2008 2:49:00 pm  
Blogger [A] said...

«Pergunto-me se a sua loucura não é a pior.
Faz de conta que está bem de saúde,
fá-lo tão bem que todos acreditam em si.
Todos excepto eu, porque eu sei como é podre.»

Alma

Monday, May 26, 2008 6:18:00 pm  

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