Não há cidade que resista a uma tempestade de pólen,
mas uma tempestade de pólen não é capaz de destruir uma fortaleza voadora, um castelo no ar. --- Homenagem ao Sol, à Arvore da Vida e ao Green Man. ---
Não há meios homens pequenos que me consigam fazer odiar.
O meu ódio é grande. Guardo-o para coisas grandes.
"... A transfusão das imagens, Fendido ao meio dos olhos, Por onde penetra a agudeza do mundo: e me transforma, Quem enterra um diamante e não sabe que o enterra em si, E fosse: pela costura elementar: uma pálpebra por cima de um aparelho da alucinação um organismo do sonho,
Alguém que se deitasse com um grito dentro: e acordasse com esse grito pela boca fora, Que fosse uma cana encontrada no vento: quando é de alguém que o vento se levanta,
E os dedos atassem e desatassem o som nos orifícios - música ferramenta a paixão, Que fosse de fôlego a fôlego, Qualidade, da coisa que se nomeia, E tudo me abala - O nome a encher uma pessoa como a luz enche o vento, Ou a ferida enche a lembrança, ..."
Um sábio falou aos assistentes sobre essas duas grandes potências da alma, que são o amor e o ódio. Num dado momento afirmou: - Amor e ódio são duas grandes forças, são energia e têm muito poder, mas no amor reside uma grande força construtiva; no ódio, uma grande força destrutiva. Mas há uma diferença no seu poder. Os assistentes perguntaram qual a diferença e o sábio retorquiu: - O amor é como o perfume; o ódio é como o veneno. Ambos têm uma grande força, mas há uma grande diferença no seu poder. Todos estavam ansiosos por saber qual a diferença. - O amor é balsâmico - acrescentou o sábio-, e o ódio é tóxico, mas há uma grande diferença entre o poder de cada um deles. Os ouvintes começavam a impacientar-se e finalmente exigiram uma explicação. O sábio disse: - É bem simples. O amor tem maior alcance e nada o consegue travar. O ódio é muito poderoso, sim, mas pode ser interrompido. O ódio é veneno, mas quando o veneno está bem fechado num recipiente, não consegue fazer mal nenhum. O amor é perfume e, mesmo que esteja bem fechado no seu frasquinho, sente-se o seu aroma. Ninguém consegue limitar o amor."
a ferida enche a lembrança, a lembranca enche a ferida.
a.a5: tao bom. quem escreveu isso?
Conheces Vasco Gato? "Lucifer", edicoes Alexandria (muito raro) encontras, se encontrares, no meu amigo Nuno Franco, alfarrabista, Rua do seculo, mesmo ao pe da esquina com a Calcada do Combro.
Avistamos coqueiros, animais e insectos reluzentes como se vestissem armaduras, a angustia deles era coroada com lilases. Do poente vinham macacos profetas, trovoes ecoam no solo abrindo as escotilhas da Terra.
Acerca do ódio: um mineiro inglês disse que nunca perdoaria a Margaret Tatcher porque o tinha ensinado a odiar.
Fiquei deveras impressionado com aquilo e tentei lembrar-me de quem me tinha ensinado a odiar. Foi hà muito tempo, eu sei quem foi, foram as pessoas mais importantes da minha infância...
Desde que entendi isso eu estou-lhes a perdoar, a cada dia, a cada dia viro-me ao contrário para lhes perdoar. E me perdoar a mim mesmo por os odiar, os ter odiado durante tanto tempo.
E guardo o meu ódio, aquele veneno terrível, para os predadores da vida e da beleza.
Quem me "ensinou" a amar, mesmo, além da natureza e dos bichos, para além dos livros mais insuspeitos, foi uma pessoa, uma mulher.
Quem me está a ensinar a amar, a ajudar a aprender.
E quando se começa, é dificil parar. Quando esse perfume se espalha...
Que nunca se misturem os conteúdos dos dois frascos. Nectar com veneno é uma mistela intragável e muito perigosa.
Mas para os poder separar em frascos, primeiro é preciso separá-los por operações alquìmicas complicadíssimas e muito trabalhosas,
separá-los e destilá-los a partir da matéria bruta dos desejos, - uma massa de nervos informe onde ódio, amor, medo, dor e prazer se encontram enrodilhados como embriões.
fiquei a olhar para o que agora escreveste, com um olhar à transparência, enquanto um turbilhão de imagens, da vida, poemas, sonhos, se misturavam e me levavam para longe...
isso que escreveste é a vida, a vida descrita de uma forma tão brutal mas tão simples tão bela
Temos o degelo A sublimação e A alquimia Bem vistas as coisas há muito espaço e muito tempo Muita vida
Noticias frescas daqui da terra: Parece que as alheiras de Mirandela andam a provocar comichão aí a uns vizinhos. Porra, eu que grama à brava de alheiras.
-Yulunga (Sprit Dance) -Ariadne -Towards The Within -Tell Me About The Forest (You Once -Called Home) -The Spider's Stratagem -How Fortunate The Man With None
"Little brother": Já estava em pleno vôo quando as tuas alheiras me vieram acordar em Trás-os-montes! Quem bom acordar em trás-os-montes. E me lembrar dos cristãos-novos que inventaram as alheiras, ao que parece.
Dá-me para isto quando a primeira lua cheia a seguir ao equinócio da primavera se aproxima.
a primavera raz as cerejas... ... cerejas, o fruto mais belo, do mundo... é um encanto, qd aparecem , um encanto... a primavera, tão rénua, em breve se desfaz, rebenta. no calor agressivo do verão ...
14 comments:
Homenagem ao SOL!!!!
Está a chegar o mais ambicionado dos equinócios...
Pelo sim, pelo não, já podemos ir fazendo a fotossíntese... virados para Meca...
Mas o polen... ai o polen...
:)
Não há cidade que resista a uma tempestade de pólen,
mas uma tempestade de pólen não é capaz de destruir uma fortaleza voadora,
um castelo no ar.
---
Homenagem ao Sol, à Arvore da Vida e ao Green Man.
---
Não há meios homens pequenos que me consigam fazer odiar.
O meu ódio é grande. Guardo-o para coisas grandes.
:)
"...
A transfusão das imagens,
Fendido
ao meio dos olhos, Por onde penetra a agudeza
do mundo:
e me
transforma, Quem
enterra um diamante e não sabe
que o enterra
em si, E fosse: pela costura
elementar: uma pálpebra
por cima de um
aparelho da alucinação um
organismo do sonho,
Alguém que se deitasse
com um grito
dentro: e acordasse com esse grito
pela boca fora,
Que fosse
uma cana encontrada
no vento: quando é de alguém
que o vento se levanta,
E os dedos atassem
e desatassem o som
nos orifícios - música
ferramenta
a paixão,
Que fosse
de fôlego a fôlego, Qualidade,
da coisa que se nomeia,
E tudo me abala
- O nome a encher uma pessoa
como a luz enche o vento,
Ou a ferida enche a lembrança,
..."
:)
"
O Néctar do Amor
Um sábio falou aos assistentes sobre essas duas grandes potências da alma, que são o amor e o ódio. Num dado momento afirmou:
- Amor e ódio são duas grandes forças, são energia e têm muito poder, mas no amor reside uma grande força construtiva; no ódio, uma grande força destrutiva. Mas há uma diferença no seu poder.
Os assistentes perguntaram qual a diferença e o sábio retorquiu:
- O amor é como o perfume; o ódio é como o veneno. Ambos têm uma grande força, mas há uma grande diferença no seu poder.
Todos estavam ansiosos por saber qual a diferença.
- O amor é balsâmico - acrescentou o sábio-, e o ódio é tóxico, mas há uma grande diferença entre o poder de cada um deles.
Os ouvintes começavam a impacientar-se e finalmente exigiram uma explicação. O sábio disse:
- É bem simples. O amor tem maior alcance e nada o consegue travar. O ódio é muito poderoso, sim, mas pode ser interrompido. O ódio é veneno, mas quando o veneno está bem fechado num recipiente, não consegue fazer mal nenhum. O amor é perfume e, mesmo que esteja bem fechado no seu frasquinho, sente-se o seu aroma. Ninguém consegue limitar o amor."
:)
:)
:)
a ferida enche a lembrança, a lembranca enche a ferida.
a.a5: tao bom. quem escreveu isso?
Conheces Vasco Gato? "Lucifer", edicoes Alexandria (muito raro) encontras, se encontrares, no meu amigo Nuno Franco, alfarrabista, Rua do seculo, mesmo ao pe da esquina com a Calcada do Combro.
Avistamos coqueiros, animais e insectos reluzentes como se vestissem armaduras, a angustia deles era coroada com lilases. Do poente vinham macacos profetas, trovoes ecoam no solo abrindo as escotilhas da Terra.
BJS
É lindo... do Herberto Helder!
"Postei" em dupla homenagem à tua tempestade.
Abraço.
:)
Sonho:
concordo muito com a tua história.
Acerca do ódio: um mineiro inglês disse que nunca perdoaria a Margaret Tatcher porque o tinha ensinado a odiar.
Fiquei deveras impressionado com aquilo e tentei lembrar-me de quem me tinha ensinado a odiar. Foi hà muito tempo, eu sei quem foi, foram as pessoas mais importantes da minha infância...
Desde que entendi isso eu estou-lhes a perdoar, a cada dia, a cada dia viro-me ao contrário para lhes perdoar. E me perdoar a mim mesmo por os odiar, os ter odiado durante tanto tempo.
E guardo o meu ódio, aquele veneno terrível, para os predadores da vida e da beleza.
Quem me "ensinou" a amar, mesmo, além da natureza e dos bichos, para além dos livros mais insuspeitos, foi uma pessoa, uma mulher.
Quem me está a ensinar a amar, a ajudar a aprender.
E quando se começa, é dificil parar. Quando esse perfume se espalha...
Que nunca se misturem os conteúdos dos dois frascos.
Nectar com veneno é uma mistela intragável e muito perigosa.
Mas para os poder separar em frascos, primeiro é preciso separá-los por operações alquìmicas complicadíssimas e muito trabalhosas,
separá-los e destilá-los a partir da matéria bruta dos desejos, - uma massa de nervos informe onde ódio, amor, medo, dor e prazer se encontram enrodilhados como embriões.
fiquei a olhar para o que agora escreveste, com um olhar à transparência, enquanto um turbilhão de imagens, da vida, poemas, sonhos, se misturavam e me levavam para longe...
isso que escreveste é a vida, a vida descrita de uma forma tão brutal mas tão simples tão bela
a minha eterna questão
atravessar o labirinto
abrir a janela
:) mesmo assim
Temos o degelo
A sublimação
e
A alquimia
Bem vistas as coisas há muito espaço e muito tempo
Muita vida
Noticias frescas daqui da terra:
Parece que as alheiras de Mirandela andam a provocar comichão aí a uns vizinhos.
Porra, eu que grama à brava de alheiras.
Sonho:
"Into The Labyrinth" (1993)
Dead Can Dance
-Yulunga (Sprit Dance)
-Ariadne
-Towards The Within
-Tell Me About The Forest (You Once -Called Home)
-The Spider's Stratagem
-How Fortunate The Man With None
"Little brother":
Já estava em pleno vôo quando as tuas alheiras me vieram acordar em Trás-os-montes!
Quem bom acordar em trás-os-montes.
E me lembrar dos cristãos-novos que inventaram as alheiras, ao que parece.
Dá-me para isto quando a primeira lua cheia a seguir ao equinócio da primavera se aproxima.
abraços!
a primavera raz as cerejas...
... cerejas,
o fruto
mais belo,
do mundo...
é um encanto,
qd aparecem ,
um encanto...
a primavera, tão rénua,
em breve se desfaz,
rebenta.
no calor
agressivo
do
verão ...
Ola! long time no see :)
Eu estou indeciso entre as cerejas e as melancias como o fruto mais bonito do mundo...
E' tao bonito ver crescer as melancias, e depois abri-las e ver que esta uma cereja gigante la dentro.
"the watermelons are tasting so sweet this year, it's got to be a good year, it's got to be our year"
http://perso.orange.fr/vivonzeureux/lewisfurey/lewisalbum.html#lovecomes
Venham elas - as cerejas...umas atrás das outras...como as palavras(?) :)
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