Our bodies are given life from the midst of nothingness. Existing where there is nothing is the meaning of the phrase, "form is emptiness." That all things are provided for by nothingness is the meaning of the phrase, "Emptiness is form." One should not think that these are two separate things.
Qui Mariam absolvisti
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1.0.1

eu versão 1.01

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20080912


Levantar de rastos
Incapaz de enfrentar o dia e o corpo,
o peso do próprio corpo.
E voltar para a cama doente de luz,
até alcançar aquele estado de intoxicação por sono, como ópio, aquele estado em que o corpo deixa de pesar e deixa de doer,
e em que as ideias se tornam mais esbatidas e menos cruéis.
O veio negro, pastoso, que ensopa a cauda e as asas da minha existência há anos, há décadas, continua a brotar, e é cada vez mais denso. A ferida não sara, o ódio e a raiva não esmorecem, a culpa não diminui, pelo contrário.

Quem pressente estas coisas em mim, e pior, quem as vê, assusta-se. Pudera, também eu vivi, e vivo, em susto. Trabalho no meio do mar, vivo por cima de um vulcão adormecido. A falta de vento, ou o rumor surdo da terra ao longe, anunciam-me todas as manhãs catástrofes terríveis, e o crepúsculo de cada tarde embriaga-me de uma gratidão pasmada de condenado.

É que me está a sair da boca o meu avô, e os seus profundos suspiros resignados envoltos num sorriso estranho, que transbordam de uma alma inundada de misteriosa tristeza. É que não me sai da pele e da face a amargura alienada e profundamente melancólica do meu pai, e o ressentimento invencível contra a vida e o mundo. É que não me sai do sangue a violência súbita da minha avó contra os que estão próximos, como se os pudesse destruir e recriar mais perfeitos logo a seguir.
Escondo-os o melhor que posso, escondo-os até conseguir, sobretudo da minha amada.

Mas quem pressente estas coisas em mim, e pior, quem as vê, assusta-se. Pudera, também eu vivi, e vivo, em susto. Trabalho no meio do mar, vivo por cima de um vulcão adormecido. A falta de vento, ou o rumor surdo da terra ao longe, anunciam-me todas as manhãs catástrofes terríveis, e o crepúsculo de cada tarde embriaga-me de uma gratidão pasmada de condenado.

As criaturas profundas do Mar existem, eu vi-as, já me perseguíram. Assustam-me tanto, mas tenho de trabalhar por cima delas, conviver com elas todos os dias.

Amo perdidamente a Terra como ninguém, mas sei que a qualquer dia, a qualquer momento, ela me pode engolir e liquefazer como manteiga, nem por ódio nem por amor, só por ser assim.

E ter de aceitar a cada dia a morte eminente, desde que aprendi a pensar por palavras, destroça-me pois estou apaixonado pela Vida, e a dor do luto por Ela envolve-me todo como uma rede de aranha, todos os dias.

Queria então ser imortal, mas o pensamento ralha-me cada vez mais violentamente que não pode ser, o que me condena a ser uma criança injustamente contrariada no desejo mais importante, na própria possibilidade de existir mais um momento.
Como cada segundo é para mim um grão de areia a cair num relógio de vidro, tento abolir o tempo, o que me suga extrema energia, me vampiriza no pacto diabólico, e me deixa exausto ao fim de algum tempo;

e no final desse tempo Ele vem mais uma vez reclamar a minha alma
e devolver-me o relógio de vidro.
















Quem pressente estas coisas em mim, e pior, quem as vê, assusta-se. Pudera, também eu vivi, e vivo, em susto. Trabalho no meio do mar, vivo por cima de um vulcão adormecido. A falta de vento, ou o rumor surdo da terra ao longe, anunciam-me todas as manhãs catástrofes terríveis, e o crepúsculo de cada tarde embriaga-me de uma gratidão pasmada de condenado.

Se eu pudesse consolar e acalmar esse susto que causo, esse pânico e essa desilusão enojada com o existir que causo, habituar alguém a ele, como eu me habituei, deixaria de estar só. Ajudar alguém a resistir a ele, como eu resisto. Partilhar com alguém a embriaguez causada pela gratidão pasmada por mais um crepúsculo.

E a cada vez que consigo que alguém volte, se volte a aproximar depois da fuga e da auto-expulsão, fico menos só. Mas a inocência perdeu-se; e com a inocência perdida perde-se o presente, e fica-se eternamente condenado ao passado e ao futuro.
Se houvesse alguém que conseguísse pensar e sentir estas coisas e manter alguma inocência, e eu a encontrasse, eu deixaria de estar só.

E talvez então parasse de me sair da boca a misteriosa e resignada tristeza, e me parasse de sair dos poros da pele a amargura alienada e melancólica e o ressentimento invencível e o meu sangue se purificasse da violência súbita contra os que estão próximos.

E talvez então eu parasse de querer comer almas de pessoas, e parasse de querer ser devorado por elas para me salvar.
Tentei, e depois recusei, o álcool e as drogas como remédio e desculpa. As minha drogas químicas são o sono e o sexo.
Os meus licores são o odor dos poros da pele e o som das palavras e do silêncio dos outros.

Aprendi a derrocada dos sonhos e o humor dos pesadelos quando se cumprem. Substituí pesadelos a dormir por delírios acordado, e substituí os sonhos acordado pela intoxicação do sono profundo.

A fome levou-me de novo aos rebanhos; a esperança de ser devorado levou-me para o meio dos lobos.

Foi isto que sonhei durante a noite, e acordei de rastos, incapaz de suportar o peso da manhã, o peso do meu próprio corpo. E voltei para a cama doente de luz,
até alcançar aquele estado de intoxicação por sono, como ópio, aquele estado em que o corpo deixa de pesar e deixa de doer,
e em que as ideias de tornam mais esbatidas e menos cruéis. *



---------------------------------------------------------------
* i
n "Diário de bordo da perdição". José Elias Nunes

4 Comments:

Blogger ~pi said...

? o esforço da ressurreição

das manhãs

cada vez

maioooooooooooor



~

Friday, September 12, 2008 4:01:00 pm  
Blogger [A] said...

This comment has been removed by the author.

Saturday, September 13, 2008 12:38:00 am  
Blogger [A] said...

um nó que se formou na garganta

Thursday, September 18, 2008 2:50:00 am  
Blogger Vertigo said...

...

Thursday, September 18, 2008 8:35:00 pm  

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