Our bodies are given life from the midst of nothingness. Existing where there is nothing is the meaning of the phrase, "form is emptiness." That all things are provided for by nothingness is the meaning of the phrase, "Emptiness is form." One should not think that these are two separate things.
Qui Mariam absolvisti
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1.0.1: A Casa assombrada

eu versão 1.01

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20070127

A Casa assombrada














A dada altura de uma viagem de carro, sozinho, com a pressa de chegar a casa, sublimada pela vastidão da distância,

percebi que correra toda a vida em busca de uma casa,

ou melhor um sitio ao qual pudesse chamar a minha casa, o meu sítio, e que apesar de estar a ir para minha casa, ainda não o tinha encontrado.

Quando tive a sensata intuição de que nunca encontraria o que procurava, tive o sentimento de que não passara toda a vida a correr para, mas sim a fugir de.


Percebi então que por detrás do espelho da consciência havia um outro desejo escondido, e que era um duplo do primeiro desejo de encontrar a minha casa: o desejo de fugir da minha assustadora e opressiva casa de infância.

(E percebi que este desejo de fuga daquela que é a matriz de todos os nossos sítios – a Casa de infância– estava escondido pelo desejo de encontrar um outro meu sítio) Quanto mais procurava a minha casa mais estava a fugir da minha casa, e vice versa.

Percebi que nunca a encontraria porque estava precisamente a fugir dela,
e que nunca conseguiria fugir porque estava a correr para ela.

Percebi que nunca encontraria uma nova casa porque as paredes da minha casa de infância faziam parte meu corpo. Transportava-a para todo o lado.



Percebi depois que a minha casa assustadora e opressiva era, e sempre fora, nada mais do que o meu opressivo e assustador caixão.

Percebi que estava de facto morto e que era uma alma penada.



E que, julgando percorrer o mundo em busca do meu sitio para habitar, estava na verdade a percorrer o mundo em busca do meu corpo para encarnar.









Adenda de 27-01-07

Depois de perceber isso, de conhecer que era um monstro, um "undead",
e quando julgava percorrer a noite em busca de um corpo para possuir,
estava na verdade em busca de um coração para habitar...






















texto: José Elias Nunes: "a casa assombrada"
Imagens: Dracula Castle
0.0 enquanto jovem
nosferatu tango
Emily

12 Comments:

Blogger Bad said...

oh tá lindo.

sabes.. hoje sinto-me completamente desajustada deste meio... pk percebo que não tenho jeito nenhum.

sou demasiado sensorial. só me apetece acabar com a porcaria do blog.

Saturday, January 27, 2007 6:42:00 am  
Blogger 0.0 said...

Não te preocupes. Eu acho o mesmo de mim.
Nunca estaremos contentes, nunca.
Insaciáveis.
Aceita isso.
O tei blog é um dos meus favoritos. Por favor não faças isso, ninguém devia fazer isso.

Kafka mandou o seu amigo editor Max não sei que queimar os seus escritos não publicados.
Estou certo que não estava contente com eles.

O primeiro passo para crescer é sentir que se é pequeno,
o primeiro passo para um banquete é sentir-se insatisfeito.


Ouve o que a woman diz no seu último post. Ficar onde se está.

beijo. Um dia vamos escrever histórias juntos. sim?

O primeiro passo para a sociedade e a cultura é perceber que se precisa dos outros.

beijão

Saturday, January 27, 2007 8:17:00 pm  
Anonymous Anonymous said...

Este texto, q n conhecia,
q percorri, reconhecendo...
transportou-me a "mim"...

"Vivo" em 3 casas... insólito, absurdo, pq tds elas s encontram em Lisboa ... e n sou rica, nem pc + ou - ...

As 3 casas, s 3 minusculos apartamentos ... Um é o da familia ... o lar comum, chamo-lhe assim...
Mas a minha casa é 1 dos 2 outros apartamentos...
o de 1 assoalhada, lindo, num prédio td sec XIX, q foi reconstruido e q do antigo só tem a bonita fachada azul c sacadas, fica n Saldanha, bem n centro de Lisboa... É minimal, quase s objectos, decoração branca, td branco e creme... aí sinto a Paz e vejo árvores da janela...
Mas n me satisfaz... depressa voo...
O outro, de 2 assoalhadas c kitchenette, é romântico, td lacado de creme, dos móveis às paredes e ao chão, aos cortinados etc etc, td beige, rodeados de objectos cosy, sec XIX , carregado de cds e livros e antiguidades e bric a brac e quadros ...
aquece-me mas sufoca-me ...

A casa (4 assoalhadas) da Família... estou lá mas n m identifico c os objectos...
Estranho, n é ?

Qd fiz 30 anos ... tinham morrido o meu pai e mãe ...

será isso ?

Será o q me desvendaste com este texto ?

Será tudo fuga à casa de infância ?

Nada me fez pensar em mim mais d q este texto...

E eu só gosto d viver ,
de viver o máximo
em cada dia sem pensar no passado nem n futuro ...

O q tu,
c este texto me vieste recordar a esta hora da noite ...

Maior semelhança não existe ......

Monday, January 29, 2007 5:04:00 am  
Blogger 0.0 said...

Desculpa, minha visitante...
volta sempre.

és muito corajosa com esses pensamentos. um beijo de paz

*

Monday, January 29, 2007 5:08:00 am  
Blogger Woman said...

Ficar quietinha nem sempre é baixar as asas, é somente ficar quietinha...

Um beijo.

Monday, January 29, 2007 6:02:00 am  
Blogger 0.0 said...

:)
A, a quietude.
a arte mais dificil de todas.

tão bom estar acompanhado.

Monday, January 29, 2007 6:07:00 am  
Blogger 0.0 said...

...no desassossego

"At the still point of the turning world.
Neither flesh nor fleshless;
Neither from nor towards;
at the still point, there the dance is,
But neither arrest nor movement.
And do not call it fixity,
Where past and future are gathered. Neither movement from nor towards,
Neither ascent nor decline.
Except for the point,
the still point,
There would be no dance,
and there is only the dance."

TS Eliot "4 quartets"

quem me dera sossega-la agora, neste ponto, nos nossos braços

Monday, January 29, 2007 6:16:00 am  
Blogger 0.0 said...

http://www.allspirit.co.uk/norton.html

Monday, January 29, 2007 6:17:00 am  
Blogger Bad said...

woman, e tu achas que eu lá consigo ficar quietinha?

É que eu sou pior, nem baixo as asas, nem fico quietinha!

destesto ser assim! e isso irrita-me mais... e irrita-me que não me entendam!

Monday, January 29, 2007 6:33:00 am  
Blogger A. said...

...e estou aqui 0.0.




tiraram-me a casa.
não sei explicar.simplesmente não gosto sequer de pensar nisso.




reconstruir o que foi desfeito.
lentamente.



um a um.pode ser mais.



um beijo da ana.

Wednesday, January 31, 2007 5:10:00 am  
Blogger 0.0 said...

Que susto quando desapareceste...

Quando nos tiram a casa...

Um colega meu é do Kosovo. Desde a guerra que nunca mais voltou. A sua família toda conseguiu fugir para esta ilha.

Diz que não pensa nunca voltar.

Não consigo imaginar o que é isso.
Não consigo imaginar.

Ter que trazer as coisas, a casa, as pessoas, as bagagens, as ruas de infância, apenas dentro de sí.

E deixar os mortos na rua.

Reconstruir.

Thursday, February 01, 2007 5:11:00 pm  
Blogger A. said...

...são as coisas,as que aqui dizes neste teu comentário
...aquelas que são verdadeiramente importantes.eu sei.



o resto...a casa que me desapareceu
pouco importa.refazer post a post o que me foi excluido...é apenas um nada.e a pouca paciência...ui.
tudo teve o seu timing para ser exposto.refazer um a um...não me está a fazer qualquer sentido.

mas em frente.
:)


obrigada 0.0.

Friday, February 02, 2007 2:35:00 am  

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