Our bodies are given life from the midst of nothingness. Existing where there is nothing is the meaning of the phrase, "form is emptiness." That all things are provided for by nothingness is the meaning of the phrase, "Emptiness is form." One should not think that these are two separate things.
Qui Mariam absolvisti
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1.0.1: Noite de Todos os Santos. All Hallows Eve (versão 0.04)

eu versão 1.01

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20071101

Noite de Todos os Santos. All Hallows Eve (versão 0.04)




I will pray I will pray I will go down low And I will pray to you Down as low as I can go I will go there and I will pray to you I will beg you I will beg you lord I will deny myself I will deny you lord Though I've done nothing wrong Never in my live No no no no no I will beg you lord And I will pray for you to forgive me now I will go down to the centre of the earth And I will curl up in flames And I will beg you lord Take me in your cruel arms Take me down home And will say
"Come into me, lord, come in now Come on in Praise the lord! Praise God!" Come into my heart, sweet lord Come into my heart I am open I am torn apart I am naked And I am impure I am senseless I am foul I am ignorant And I am hateful Forgive me lord Come in Come on in Praise God Praise the lord Praise god Praise the lord Forgive me.

























"Resolvi" acabar por celebrar esta noite de todos os santos com algumas gravuras e pinturas de Goya e a música dos Swans. Mais uma vez acorrentado ao computador, com mais um prazo final, aquilo que os anglo-saxónicos chamam de "linha da morte" (deadline). As gravuras de género fantástico, gótico ou ultra-romântico, e pré-surrealista quase, na noite dos mortos. E a ouvir repetidamente "sex, god, sex", uma das canções mais assustadoras, revigorantes e luminosas nas trevas de Michael Gira e Jarboe, como se fosse uma oração, na noite de todos os santos e mártires "conhecidos e desconhecidos"
Festum omnium sanctorum. Os celtas aparentemente chamavam a esta festividade o Samhain, que alguns consideram que significa "sem sol" .http://w3.u-grenoble3.fr/cri/portugais/Artigo-Philippe-Walter.pdf .Através de Goya encontrei um blog que achei do melhor que por aí e-xiste. http://latinorium.blogspot.com/.
















Numa conversa com o meu amigo e colega O. falavamos sobre a obsessão actual da humanidade com o
crescimento económico e o desenvolvimento, e eu mais uma vez expunha a minha ideia de que essa visão é demasiado linear e baseia-se em premissas erradas sobre a natureza humana e a natureza em geral.
Dizia ele "sim, onde está a preocupação com a sustentabilidade?", exacto, e mais do que isso, onde está a preocupação com os ciclos naturais, o respeito pelos ciclos da terra, subidas e descidas, e a nossa integração com eles.
Todos conhecemos o paradigma ecológico das raposas e dos coelhos: quando há muitas raposas os coelhos são comidos, quando são comidos em demasia as raposas têm menos que comer e a sua população decresce, quando a população das raposas decresce a população dos coelhos volta a crescer.
Existem alturas em que temos de ir "abaixo", não podemos estar sempre a ir para "cima", nem sequer é possivel mantermo-nos estáveis sempre no mesmo ponto ou linha. Somos animais que trazemos o oceano dentro, a maior parte do nosso corpo é água, e enquanto fetos nascemos da água placentária para o mundo exterior do oxigénio e da terra. Somos marés vivas, pequenos aquários carnais feitos de marés.

E isto a propósito das marés altas e baixas do humor, das descidas ás profundezas de nós mesmos, das nossas mortes simbólicas, das nossas metamorfoses entre raposas e coelhos.
Existem alturas em que temos de ir abaixo, de nadar nas trevas de nós mesmos, de nos entregar ao nosso abismo. Se tememos as nossas próprias fossas marinhas, como seremos capazes de não temer subir aos cumes mais elevados de onde, e apenas de onde, podemos contemplar os caminhos e a geografia da nossa existência, e traçar o mapa do nosso projecto individual e humano?

O projecto de jovens deuses da terra, que afinal somos; responsáveis pela vida e pela própria mãe planeta que nos deu tudo o que temos, e que agora matamos cada vez mais "racionalmente". Diz o Goya numa das suas gravuras "el sueño de la razon produce monstros". Sim, o sono da razão produz monstros, mas monstros imaginários. Mas o sono da intuição, ou seja a incapacidade de estar vigil nos mundos invisíveis da nossa alma, o que produzirá? Bem mais grave do que o sono da razão é o sono da intuição, bem mais grave do que a sensação da perda de controlo ilusório sobre a vida é a ilusão aparentemente racional e linear de que se pode controlar a vida.

E que melhor altura para nos entregarmos às trevas interiores do que quando as trevas das estações escondem o sol cada vez mais? Na altura em que a noite começa a aumentar cada vez mais?
A altura propícia para, como Ged o herói de Ursula , deixarmos de fugir da nossa "sombra", deixar de fugir dos nossos sombrios domínios, aqueles que acordam quando a razão adormece, a "luz" se desvanece, e nos abraçarmos a ela, à sombra. Mergulhar na noite, na floresta, no medo interior e no pavor que vem de dentro, entender que tantas vezes que lutamos contra os outros estamos a lutar contra os nossos demónios que nos saem pelos olhos e se confundem com o real exterior.

Aí se calhar vamos também encontrar outras criaturas bem mais poderosas, e frágeis. Vamos se calhar encontrar esqueletos semi-mortos que choram e nos querem abraçar, e monstros horrendos a chuchar no dedo com falta dos pais, se calhar vamos encontrar tudo o que é feio e anormal a aconchegar-se na turfa como nos aconchegamos aos cobertores. E quando nos vêem talvez se dirijam-se a nós como animais ao mesmo tempo esfomeados de nós e assustados connosco, e quando a tremer de horror nos aproximamos deles porque estão no meio do nosso caminho, percebemos com espanto que são talvez partes de nós mesmos que queriamos esquecer e matar, e que apenas precisam que alguém tenha a coragem de entender a sua dor e de sentir a sua dor para que nos passam a acompanhar na floresta cada vez mais negra e desconhecida.
E, quem sabe, se vamos ver o diabo de costas a pregar partidas aos mortais, partidas de que só ele e os demónios se riem porque os humanos são lentos demais do espírito para perceber as piadas. E nesse caso vamos tentar que ele não nos cheire rísiveis no nosso orgulho e esperteza, e que nos tome por mais um bicho qualquer pois ele é cego de tanto ver, e nos conte uns segredos pecaminosos e proibidos com a sua língua bífida sobre como os homens e as mulheres foram feitos para se desentender.
Até que talvez os nossos pêlos se eriçam ao suspeitarem da presença, ao pressentir o Bafo. Ao ouvir as fontes a jorrar para os riachos com mais daquela sua pequena violência.
Vamos encontrar os arrabaldes da Força. Não é a negra nem a branca, não o lado Escuro nem o lado Luminoso da força, mas a força em si-mesma.
O seu frio aquece e queima, o seu calor refresca como gelo, cheira a decomposição que é fermentação de perfumes, cheira tanto
a catedral quanto a suor de sexo, o seu leve ronronar é um tremor de terra gentil, o seu suspiro uma onda de choque silenciosa ensurdecedora, a sua negritude é ofuscante e o seu brilhar intenso invisivel e transparente. É bem possível que ela nos destrua, mais fácilmente do que nós esmagamos um mosquito, que ela nos destrua com uma leve brisa, sem querer. É bem possível. Mas foi ela que nos criou com uma leve brisa. Somos e não somos essa Coisa. Está na altura de dormir descansado ao lado da Coisa. E de ser lavado com a sua sujidade.

Existem maneiras mais bonitas e simples de dizer isto.


"The Wheel turns and returns to Samhain, the festival of the dead, when we face the Gods in their most awesome forms. This is not a time of fear, but a time to understand more deeply that life and death are part of a
sacred whole."




When the day is done, Down to earth then sinks the sun, Along with everything that was lost and won, When the day is done. When the day is done, Hope so much your race will be all run, Then you find you jumped the gun, Have to go back where you began When the day is done. When the night is cold, Some get by but some get old, Just to show life's not made of gold When the night is cold. When the bird has flown Got no-one to call your own, Got no place to call your home When the bird has flown.
When the part is through Seems so very sad for you Didn't do the things you meant to do, Now there's no time to start anew: Now the part is through. When the day is done, Down to earth then sinks the sun, Along with everything that was lost and won: When the day is done.
(Nick Drake "Day is one")

7 Comments:

Blogger un dress said...

belo...rezar assim...hojE.

Thursday, November 01, 2007 4:59:00 am  
Anonymous maria ostra said...

Ah,pois...todos temos devir animal, vegetal, mineral...não tratamos é lá muito bem dos ritmos...achamos que nada se esgota, que tudo é infinito...
Eu não rezo, mas respeito.

Saturday, November 03, 2007 2:49:00 am  
Blogger 0.03 said...

eu também não "rezo". eu canto, escrevo e ás vezes danço.
bjks

Saturday, November 03, 2007 3:23:00 am  
Blogger _E se eu fosse puta...Tu lias?_ said...

O dia 1 deu-te em forte..hã?!!

God save!!! ou melhor...God sex...hihihihi


Para mim a música é macabra q.b. ...mas gostos não se discutem:D

Gostei de uma imagem em particular...a das máscaras.
Temos tantas...;)

beijosssss

Saturday, November 03, 2007 9:43:00 pm  
Blogger 0.03 said...

Olá :) Macabra, foi o que eu achei a primeira vez que ouvi "Sex, God, Sex" dos Swans, à cerca de 20 anos atrás.

Hoje acho-a assustadora, revigorante e luminosa.
Depois de ter conhecido coisas realmente macabras.

A imagem das máscaras é dos Faithless, música de dança.

Sunday, November 04, 2007 1:23:00 am  
Blogger 0.03 said...

Eu considero uma dupla ou tripla leitura da letra da canção.

A ultima é a irónica (e aqui "irony" inclui o componente de "iron", ferro, uma ironia marcada a ferros na carne de Michael Gira pela sua vida. Irónica do fanatismo monoteista patriarcal (praise the lord) e do seu sado-masoquismo.

a segunda é a assumpção de culpa individual. A saída da auto-complacência pela assumpção das faltas próprias, da sua própria , individual estupidez, ignorância, fealdade, incompletude, e pelos erros. A invocação da força perdoadora ou sacrificial.
O caminho "luminoso" pelas trevas mais escuras.

A terceira leitura é totalmente minha, pessoal. Vejo nesta a assumpção da culpa apocalíptica humana. O reconhecer da ignorância, estupidez, fealdade e maldade intrínseca da espécie humana,
a descida da culpa sobre a espécie humana, quando a terra se rasga e o céu se abre para nos esmagar como a mosquitos demasiado abusadores do sangue de Gaia.

Sunday, November 04, 2007 1:33:00 am  
Blogger 0.03 said...

ainda sobre a terceira leitura:

"forgive me lord"
A espécie humana pede perdão ao "Senhor", ao deus "Pai", ao Sol, à estrela Sol, ao aperceber-se de que violou e estuprou a deusa "Mãe" (e lhe está a sugar o sangue) , a "Virgem-Mãe", a Terra.

Enfim, leituras de Outono.

Sunday, November 04, 2007 1:38:00 am  

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